Após 4 dias de alta, Bovespa abre pregão em queda

Falta de apoio dos Republicanos a pacote de Obama causa preocupação sobre aprovação no Senado

Agência Estado,

29 de janeiro de 2009 | 11h37

A Bolsa de Valores de São Paulo começou a quinta-feira em baixa, após quatro pregões consecutivos de alta. O mercado paulista repercute o clima de ressaca que prevalece nas bolsas internacionais. Às 11h37, o Ibovespa - principal índice de ações do mercado paulista - recuava 0,87%, aos 39.875 pontos. Há gordura para queimar, pois em janeiro o índice acumula valorização de 7%. Além disso, o mercado ficou frustrado com a falta de apoio dos Republicanos à aprovação na Câmara, na quarta à noite, do pacote de US$ 819 bilhões para estimular a economia dos Estados Unidos.  Veja também:Câmara aprova pacote de Obama de US$ 819 biBolsas da Ásia sobem com otimismo sobre pacote dos EUADe olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A leitura entre os investidores é de que a falta de apoio dos republicanos na Câmara norte-americana representa uma derrota ao presidente Barack Obama e sinaliza que pode ser difícil a aprovação do pacote no Senado. Por isso, deve demorar mais do que o previsto para o plano sair. A expectativa do presidente Barack Obama é que a versão final do projeto aprovado pelas duas casas - Senado e Câmara - seja ratificada antes do dia 15 de fevereiro. Nos EUA, o Nasdaq Futuro operava em baixa de 1,09% e o S&P 500 recuava 0,39%, reagindo também a balanços ruins divulgados mais cedo. A Ford, por exemplo, reportou prejuízo de US$ 5,9 bilhões no quarto trimestre de 2008. O mercado agora espera a divulgação indicadores econômicos, como pedidos semanais de auxílio-desemprego, encomendas de bens duráveis, vendas de casas novas e o índice de atividade do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA) de Chicago. Aqui, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) - em que a taxa básica de juros Selic foi reduzida de 13,75% para 12,75% ao ano - veio como o mercado esperava, reforçando a expectativa de mais um corte agressivo nos juros no próximo encontro, em março. A leitura se baseia na avaliação do Banco Central de perda de dinamismo da atividade e de baixo risco de repasse cambial para os preços.

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