Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Após 48 anos, italianos compram mais bicicletas e motos que carros

Além de marcar mais uma etapa no esfacelamento do mercado de automóveis esportivos de luxo na Itália, o primeiro trimestre de 2013 também resultou em uma inesperada reversão de tendências: pela primeira vez em 48 anos, os italianos adquiriram mais bicicletas e motos do que automóveis.

PARIS, O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2013 | 02h04

A explicação para o fenômeno está na boca de todos os consumidores: recessão, desemprego, queda do poder aquisitivo e aperto fiscal sobre veículos automotores.

O anúncio foi feito nessa semana por Erasmo D'Angelis, secretário de Infraestrutura e Transportes do governo de Enrico Letta. Falando na 13.ª Conferência Nacional sobre a Gestão de Mobilidade em Bologna, o executivo comemorou o resultado, inédito em quase meio século. "Nossas cidades estão em plena 'revolução tranquila' para as duas rodas. Há um boom no uso da bicicleta como meio de transporte em razão da crise", afirmou D'Angelis.

Os dados mostram que em 2011 foi vendido 1,74 milhão de automóveis e 1,75 milhão de motocicletas e bicicletas. Em 2012, a diferença aumentou: 1,4 milhão de carros, ante 1,65 milhão de veículos de duas rodas.

Essa transformação é, como diz D'Angelis, uma revolução no mercado italiano. Até aqui, a Itália tinha uma das taxas de penetração do automóvel mais elevadas da Europa - 62% da população. São 36 milhões de veículos circulando, mas em um ritmo de crescimento cada vez mais lento. / A.N.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.