Após 5 quedas, Ibovespa segue bolsas globais e sobe 0,97%

A bolsa brasileira encerrou esta segunda-feira em alta, seguindo o movimento dos mercados externos, no final de uma sessão volátil.

ROBERTA VILAS BOAS, REUTERS

26 de setembro de 2011 | 17h47

O Ibovespa subiu 0,97 por cento, a 53.747 pontos, após cinco quedas consecutivas na semana passada. O volume financeiro do pregão foi de 5 bilhões de reais.

"O índice acompanhou as bolsas lá de fora, que registraram altas expressivas", explicou o analista Rossano Oltramari, da XP Investimentos.

O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, registrou alta de 2,53 por cento. Mais cedo, o principal índice de ações europeu tinha fechado em alta de 1,75 por cento.

"Os mercados amanheceram mais otimistas com declarações de que o Banco Central Europeu possa reduzir os juros", disse Oltramari, em referência as declarações de Ewald Nowotny, integrante do Conselho do banco, de que não se pode descartar a possibilidade de redução dos juros europeus.

Outra influencia positiva veio do resultado da confiança do empresário alemão, que apesar de ter caído de 108,7 em agosto para 107,5 neste mês, ficou acima do esperado por economistas, que previam uma leitura de 106,5 pontos.

"Também há uma correção das quedas da semana passada", lembrou o analista. "Mas o mercado continua na defensiva. Não há mudança de tendência. O cenário é muito incerto".

Entre as ações do Ibovespa, a maior alta foi registrada pelas ações da Hering, com ganho de 4,78 por cento, a 32,00 reais, seguida por Gerdau, com valorização de 3,68 por cento, a 14,35 reais.

Na outra ponta, Marfrig teve a maior queda, de 3,38 por cento, a 6,29 reais, seguida por PDG Realty com queda de 2,06 por cento, a 6,18 reais.

No setor de construção, o movimento negativo foi engrossado por MRV, com recuo de 1,43 por cento, a 10,35 reais, e Gafisa com recuo de 1,18 por cento, a 5,88 reais.

Os papéis refletiram o resultado do relatório Focus do Banco Central, mostrando que o mercado elevou a previsão da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2011, de 6,46 por cento para 6,52 por cento. A meta de inflação do governo é de 4,5 por cento ao ano, com 2 pontos percentuais de tolerância.

(Edição de Aluísio Alves)

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