Felipe Siqueira/Estadão
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Após 6 meses de queda, arrecadação tem alta de 1,3% em agosto, para R$ 124,5 bilhões

Resultado foi afetado pelo recolhimento de parcelas que tinham sido adiadas de tributos como PIS/Cofins e contribuição patronal, por causa de medidas relacionadas à pandemia 

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2020 | 11h05

BRASÍLIA - A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais registrou alta real (descontada a inflação) de 1,33% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2019, e somou R$ 124,505 bilhões. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira, 1º, pela Secretaria da Receita Federal.

O resultado de agosto representa o primeiro crescimento real da arrecadação, na comparação com o mesmo período do ano anterior, desde janeiro. Em agosto de 2019, a arrecadação havia somado R$ 122,876 bilhões (corrigida pela inflação).

Os números oficiais também mostram que o resultado foi o maior para meses de agosto desde 2014 - quando somou R$ 127,405 bilhões. Os valores foram corrigidos pela inflação.

De acordo com a Receita Federal, o comportamento da arrecadação de agosto foi influenciado pelo recolhimento das parcelas que tinham sido adiadas de tributos como PIS/Cofins, contribuição patronal e parcelamentos especiais.

A receita do PIS/Cofins, por exemplo, teve alta real de 16,28% no mês passado (para R$ 31,811 bilhões) na comparação com agosto de 2019, porque os contribuintes pagaram contribuições com vencimento em abril (período de apuração, março) somente nesse mês, por força das medidas relacionadas à pandemia do coronavírus.

O mesmo aconteceu com a arrecadação previdenciária, que subiu 13,74% em termos reais, para R$ 40 bilhões. "Esse resultado pode ser explicado pelo fato de que em agosto de 2020 foi paga a parcela do diferimento da Contribuição Previdenciária Patronal relativa ao mês de abril de 2020 e dos parcelamentos especiais relativos ao mês de maio de 2020, e também pelo aumento das compensações tributárias", informou o Fisco.

De acordo com a Receita Federal, apesar da retomada dos pagamentos de tributos atrasados por parte das empresas em agosto, ainda há "diferimentos" (postergações) realizadas nos últimos meses que ainda não ingressaram nos cofres públicos, previstas para ingressarem até o fim do ano. O cálculo do órgão é que há, aproximadamente, R$ 64,5 bilhões em tributos atrasados.

No acumulado do ano até agosto, a arrecadação federal somou R$ 906,461 bilhões, o menor volume para o período desde 2010, com as receitas foram de R$ 905,848 bilhões. O montante ainda representa um recuo real de 13,23% na comparação com igual período de 2019.

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