Após 6 pregões no azul, Ibovespa cai por embolso de lucros

A Bovespa conheceu sua primeira baixa em sete sessões nesta quinta-feira, com investidores preferindo realizar lucros, de olho na reversão dos mercados internacionais.

REUTERS

07 de maio de 2009 | 18h00

Após uma escalada de 12,4 por cento nas últimas seis sessões, o Ibovespa afundou 2,8 por cento, para 50.058 pontos, na maior queda diária em nove semanas. O giro financeiro da sessão foi de 5,77 bilhões de reais.

O pretexto encontrado pelo mercado para sustar a rota compradora e embolsar ganhos foi o resultado de um leilão de títulos do governo dos Estados Unidos, que não teve a resposta desejada. O fato foi interpretado como indício de que os custos de captação vão subir para o governo e empresas.

"Uma parada nesse ciclo de valorização já era esperada, depois de o Ibovespa ter superado os 50 mil pontos", disse Edson Marcellino, diretor de renda variável da corretora Finabank.

Em Wall Street, o índice Dow Jones cedeu 1,2 por cento, enquanto o Nasdaq caiu 2,44 por cento.

Na bolsa paulista, ações de bancos e de companhias ligadas a commodities, as que mais vinham subindo, estiveram entre as maiores quedas do índice nesta sessão.

No segmento financeiro, Itaú Unibanco puxou a fila, despencando 7,6 por cento, para 30,02 reais. Em entrevista à Reuters, o presidente-executivo da instituição, Roberto Setubal, afirmou não esperar um ano fantástico em resultados para 2009, devido ao aumento da inadimplência.

Balanços trimestrais decepcionantes ajudaram a eleger outros destaques negativos do pregão. Uma das principais foi Vale, com recuo de 3,2 por cento, a 32,08 reais.

A mineradora informou na quarta-feira à noite que seu lucro de janeiro a março ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado, mas que a geração de caixa caiu com a queda no preço de minério de ferro por causa da crise.

Já a siderúrgica Gerdau, que viu seu lucro despencar 97 por cento no período, para 35 milhões de reais, também assistiu a uma queda de 5 por cento de sua ação preferencial, para 17,91 reais.

Na contramão, TAM foi a mais bem sucedida no Ibovespa, disparando 13,4 por cento, para 19,85 reais, depois de a companhia reportar que fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de 54,4 milhões de reais, acima dos 43,2 milhões de reais registrados no mesmo período de um ano antes.

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