Após a ata, mercado volta a reduzir aposta para os juros

As projeções do mercado financeiro para a taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 13% ao ano), no final de 2007 caíram novamente nesta semana, segundo pesquisa do Banco Central divulgada nesta segunda-feira. A queda, de 11,75% para 11,50% ao ano, coincidiu com a divulgação, na semana passada, da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em que o ritmo de queda da Selic foi reduzido de 0,50 para 0,25 ponto porcentual. As estimativas de taxa média de juros para este ano, por sua vez, não se alteraram e prosseguiram estáveis em 12,22% ao ano. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano caíram de 4,09% para 4,07%, se mantendo abaixo da meta central de 4,50%, estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).Já para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007, a estimativa do mercado ficou estável em 3,5%. A estimativa vem sendo mantida já há 23 semanas e não foi alterada pela divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As previsões do PIB em 2006, por sua vez, ficaram estáveis em 2,73%.IGPsPara o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) deste ano, a expectativa do mercado subiu de 4,22% para 4,25%. No caso da variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), as projeções aumentaram na mesma pesquisa do BC de 4,18% para 4,25%.A previsão de mercado para a alta do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe) neste ano aumentaram, ao mesmo tempo, de 3,95% para 3,97%. CâmbioAs projeções do mercado financeiro para a taxa de câmbio no final deste mês caíram de R$ 2,15 para R$ 2,14. A queda ocorreu após três semanas de estabilidade destas previsões em R$ 2,15. Para o fim do ano, as estimativas de câmbio seguiram estáveis em R$ 2,20 pela quarta semana consecutiva. As projeções de taxa média de câmbio para 2007 também não mudaram e prosseguiram em R$ 2,18 pela segunda semana seguida.Para o fluxo de investimento estrangeiro direto (IED) neste ano, as projeções do mercado ficou estável em US$ 17 bilhões.SuperávitA expectativa para o superávit primário do setor público neste ano caíram de 4,13% para 4% do PIB. A redução das previsões de superávit primário neste ano começou a ocorrer após a divulgação do PAC, no último dia 22 de janeiro. Pelo programa, a meta de superávit tem a possibilidade de ser reduzida de 4,25% para 3,75% do PIB em função do aumento dos gastos com o PPI de 0,2% para 0,5% do PIB. Após as revisões, as projeções do mercado para a dívida líquida do setor público neste ano pararam de cair e subiram na pesquisa divulgada nesta segunda, de 48,80% para 48,90% do PIB. Apesar da queda, as estimativas ainda estão abaixo dos 50% do final do ano passado.A previsão para o superávit em conta corrente deste ano ficou estável em US$ 7 bilhões. As estimativas de superávit da balança comercial neste ano também não mudaram e prosseguiram estáveis em US$ 39 bilhões.

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