Após a Eletropaulo, BNDES renegocia dívida com a Chapecó

O presidente da Chapecó, Celso Schmitz, informou no início da noite desta terça-feira que o BNDES aprovou a proposta de venda do frigorífico, que engloba o acordo de negociação da dívida com o banco estatal. O BNDES recebe até 3,2% das dívida da Chapecó no momento da venda e terá a perspectiva de chegar a 14% no futuro, de acordo com o ritmo das exportações. O BNDES é o principal credor da Chapecó, com quase 50% do total.Com a negociação fechada, a empresa passa a trabalhar nos acordos que faltam para concluir a negociação dos passivos e permitir a transferência da empresa sem dívidas, um pré-requisito para a realização do negócio com a Coinbra, empresa do grupo francês Dreyfus. Os franceses apresentaram uma proposta de compra das quatro unidades da Chapecó por R$ 175 milhões.A dívida da Chapecó com o BNDES está em R$ 560 milhões. O presidente da Chapecó já conseguiu solução para cerca de 80% do débito com instituições financeiras e ainda precisa obter o aval de outras dez. O prazo para obter os acordos se esgota no dia 15 de setembro.Schmitz destacou que o impacto social seria significativo se o esforço não der certo. Seriam mais mil funcionários demitidos, além dos 3.100 que já foram desligados. Os funcionários têm a perspectiva de recontratação quando a empresa voltar a operar normalmente. A Chapecó já teve mais de 5 mil empregados.

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