AP Photo/Susan Walsh
AP Photo/Susan Walsh

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Após acordo com Estados Unidos, mídia estatal chinesa fala em incerteza sobre guerra comercial

China afirma que o conflito comercial obrigou o País a transformar seu modelo industrial e buscar mercados alternativos; acordo inicial foi anunciado na última sexta-feira

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2019 | 17h17

Um dia depois de anunciado um acordo inicial com os Estados Unidos, a Xinhua, agência estatal da China, publicou um comentário sobre as negociações comerciais no qual destaca que "a incerteza paira sobre muitas questões", o que exige que Pequim "permaneça paciente e mantenha sua compostura estratégica".

 

"A paciência e a compostura da China decorrem da estabilidade e resiliência de sua economia, que não 'entrou em colapso' sob medidas de pressão máxima, mas manteve uma taxa de crescimento de 6,3% no primeiro semestre deste ano, superando todas as outras grandes economias", destacou o comentário, sem assinatura. "A paciência e a compostura da China residem em sua postura consistente de se opor resolutamente às guerras comerciais e de se apegar a negociações e cooperação em busca de acordos, que estão ganhando cada vez mais compreensão e apoio".

O texto argumentou que o conflito comercial pressionou a China a transformar seu modelo industrial e buscar mercados alternativos, embora tenha reconhecido que o setor manufatureiro local foi afetado pela disputa.

O comentário trouxe ainda uma pesquisa do Conselho de Negócios EUA-China (USCBC, na sigla em inglês) em que 87% dos entrevistados disseram que não mudaram nem planejavam transferir seus negócios para fora da China.

O acordo inclui a compra, por parte do governo chinês, de US$ 40 bilhões a US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos e o compromisso de se abrir ainda mais a serviços financeiros internacionais. Além disso, ficou acertada a suspensão do aumento de 25% para 30% da alíquota das tarifas sobre US$ 250 bilhões em importações da China, prevista para ser imposta na próxima semana. Não houve, porém, definição sobre a outra elevação de cobranças prevista para dezembro.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.