Após acusações, presidente da WPP renuncia

Martin Sorrell deixa comando do maior grupo de publicidade do mundo sob alegações de má conduta

O Estado de S.Paulo

15 Abril 2018 | 23h37

Martin Sorrell, presidente do maior grupo de publicidade e comunicação do mundo, a WPP, renunciou ao cargo no último sábado. O magnata, que comandava a WPP desde sua fundação, em 1986, estava sob pressão desde o final do mês passado, ao ser investigado pela própria companhia por uso indevido de recursos da empresa.

O britânico, que é um dos maiores acionistas individuais e tem participação de 1,46% no grupo, nega ter cometido irregularidades. O conselho da WPP informou que as investigações “não envolviam montantes cruciais” e já foram encerradas, – embora não tenha revelado as conclusões sobre o caso. “Obviamente estou triste por sair da WPP depois de 33 anos. Tem sido uma paixão, foco e fonte de energia durante tanto tempo”, disse Martin Sorrell em comunicado emitido pelo grupo. “Contudo, penso que é no melhor interesse do negócio que saia agora. Deixo a companhia em boas mãos.”

O executivo Roberto Quarta, presidente do conselho, assume a função de forma interina.

Trajetória. Aos 73 anos, Sorrell é um dos nomes mais importantes no mercado de comunicação. Atualmente, a companhia opera em mais de 110 países e emprega 200 mil pessoas. O grupo tem como clientes gigantes como Ford, Unilever e P&G.

Na década de 1980, Sorrell investiu em uma fabricante inglesa de cestas de compras para supermercados e a fez crescer com uma série de aquisições – só nos primeiros três anos, foram 18. Mais tarde, agências como Ogilvy & Mather e Young & Rubicam também integraram a lista.

No ano passado, o grupo teve receita de 15 bilhões de libras – algo em torno de R$ 73 bilhões.

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