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Após afirmação de Lula, Bovespa vira e fecha em baixa de 0,4%

Presidente afirma que 'pré-sal é do povo' e ações da Petrobras passam a cair no fim do pregão desta terça-feira

Claudia Violante, da Agência Estado,

12 de agosto de 2008 | 17h57

Por pouco a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu descolar-se de Nova York: trabalhou o dia todo em alta, sustentada por Petrobras e Vale. Mas as perdas firmes das principais bolsas norte-americanas, juntamente com o enfraquecimento das ações de ambas as empresas - causada, no caso da Petrobras, pelas declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva - fez com que o Ibovespa virasse e fechasse, de novo, com sinal negativo. Foi o quarto dia seguido de baixas, período no qual acumulou retração de 5,3%.  Veja também: Lula diz que petróleo da área pré-sal é do povo O Ibovespa perdeu 0,40%, aos 54.503,0 pontos, ampliando as perdas de agosto para 8,41% e as de 2008 para 14,69%. Durante o dia, oscilou entre a mínima de 54.325 pontos (-0,72%) e a máxima de 55.355 pontos (+1,16%). O volume financeiro totalizou R$ 5,189 bilhões (preliminar).  A reação ao lucro recorde de R$ 8,783 bilhões registrado pela Petrobras no segundo trimestre deste ano fez com que os investidores mantivessem constantemente ordens de compras para os papéis da empresa. E isso ajudou a segurar a alta do Ibovespa na maior parte do dia. No final do pregão, entretanto, os ganhos das ações foram reduzidas e, com a inversão para baixo da Vale, o índice sucumbiu às perdas em Wall Street. Além da queda do petróleo o dia todo alfinetando o desempenho da Petrobras - o contrato para setembro perdeu 1,26%, para US$ 113,01 em Nova York - Lula declarou, pouco antes de o pregão terminar, que a camada pré-sal não deve ficar concentrada "na mão de meia dúzia de empresas". Segundo ele, o petróleo brasileiro não é da Petrobras, mas "do povo", e é preciso discutir o destino desse petróleo. Nas últimas semanas, os investidores vêm reagindo com vendas às notícias de que o governo planeja criar uma empresa para explorar a camada pré-sal, o que esvaziaria a Petrobras.  As ações ON avançaram 0,85% e as PN, 1,13%. No melhor momento do pregão, chegaram a avançar 3,86% e 3,36%, nesta ordem. Vale também foi alvo de vendas com a piora em Nova York e também com a influência dos metais em queda. As ações viraram e perderam 0,57% as ON e 0,03% as PNA (subiram 1,99% e 1,64% na máxima do dia, respectivamente). Por causa da desaceleração da demanda prevista para a economia global, o setor siderúrgico caiu em bloco, enquanto os bancos recuaram por causa das notícias ruins do setor nos Estados Unidos e Europa, razões para a queda dos principais índices norte-americanos. Gerdau PN, por exemplo, perdeu 3,08%, enquanto Bradesco PN recuou 1,30%.  Dow Jones recuou 1,19%, aos 11.642,5 pontos, S&P recuou 1,20%, aos 1.289,59 pontos, e Nasdaq fechou com variação negativa de 0,38%, aos 2.430,61 pontos. O JPMorgan anunciou baixa contábil de US$ 1,5 bilhão em títulos lastreados por hipotecas; o Morgan Stanley informou que está recomprando US$ 4,5 bilhões em títulos com rendimento definido em leilão, enquanto o Wachovia revisou em alta seu prejuízo trimestral para refletir um provável impacto de US$ 500 milhões antes de impostos provocado por um acordo sobre títulos desse tipo. Na Europa, o UBS anunciou prejuízo no segundo trimestre, depois de computar US$ 5,1 bilhões em perdas contábeis.  Para esta quarta, a volatilidade na Bovespa tende a ser ainda maior por conta do vencimento de Ibovespa futuro e de opções sobre Ibovespa. A agenda doméstica está esvaziada de eventos relevantes, e as atenções devem se voltar para as vendas no varejo nos EUA e para os dados de estoques de petróleo divulgadas lá.

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