André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Após almoço com Guedes, Maia adota discurso pacificador e anima mercados

'Vamos colocar esse trem nos trilhos para que a gente possa caminhar com a velocidade que os 12 milhões de desempregados esperam', disse o presidente da Câmara nesta quinta-feira

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2019 | 14h41

BRASÍLIA - Em um sinal de pacificação após os últimos dias de crise, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, para almoçar com alguns deputados. Logo após o encontro, ambos adotaram um discurso pacificador e pró-reforma da Previdência. "Vamos colocar esse trem nos trilhos para que a gente possa caminhar com velocidade. Em uma velocidade que os 12 milhões de desempregados esperam", disse Maia.

"O convidei para retomarmos o dialogo sobre reforma", continuou o presidente da Câmara ao fim do encontro. "Vamos focar no que pode melhorar o País", afirmou.

Após não comparecer à uma reunião na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), nesta semana, na Câmara, Guedes deve ir ao parlamento na próxima quarta-feira. "A ida dele na Câmara na quarta vai ser muito importante", afirmou Maia. Guedes, por sua vez, afirmou que vai “mais tranquilo à CCJ” e que a reforma da Previdência “vai deslanchar”.

O presidente da Câmara falou sobre a importância do trabalho em conjunto dos poderes para recuperar a economia. "Certeza de que vamos juntos transformar o Brasil em uma economia forte", disse. Maia não quis comentar os últimos embates com o presidente Jair Bolsonaro e disse apenas que o trabalho será feito "sem farpas".

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro já havia dito que as divergências com Rodrigo Maia foram uma "chuva de verão", mas que, agora, "o céu está lindo" e o assunto é "página virada". "O Brasil está acima de nós", declarou. "Da minha parte não tem problema. Vamos em frente", disse o presidente, após cerimônia no Clube do Exército na qual foi condecorado. Ele afirmou que teve um "excelente diálogo" com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e que está "à disposição" de Maia.

A aparente trégua entre os presidente da República e da Câmara teve efeitos positivos no mercado. Às 14h15, a Bolsa de Valores de São Paulo operava em alta de 2,58%, aos 94.277 pontos. O dólar, por sua vez, caía 0,28%, aos R$ 3,9434.

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