Após alta em setembro, ações de varejo estão entre as preferidas

Após alta em setembro, ações de varejo estão entre as preferidas

Papéis de setores como construção, saneamento e bancos são destaques

Fátima Laranjeira, Impresso

30 Setembro 2017 | 05h00

As ações de varejo, que apresentaram bons resultados neste mês de setembro, estão entre as escolhas de alguns bancos e corretoras para integrar suas carteiras. Via Varejo e Pão de Açúcar estão nas listas, ao lado de papéis de setores como construção, saneamento e bancos.

O Santander trocou Lojas Americanas pela unit da Via Varejo. O analista Ricardo Vilhar explica que, em recente conversa, representantes da Via Varejo sinalizaram ganhos de sinergia operacional e melhores resultados a serem apresentados, principalmente a partir do terceiro trimestre.

“A integração com a Cnova, a empresa de comércio eletrônico do grupo, que já foi iniciada, deverá continuar colhendo frutos pelos próximos 12 meses. Segundo nossos cálculos, a Via Varejo é uma das maiores beneficiadas pelo seu grau de alavancagem operacional dentro do setor varejista. Isto significa que o crescimento do lucro operacional será amplificado à medida que as vendas voltarem a acelerar”, diz.

Além disso, Vilhar ressalta que os resultados financeiros do terceiro trimestre da varejista serão divulgados antes (em 25/10) do que os de Lojas Americanas (10/11) e lembra que o mercado tende a se antecipar à apresentação destes números. “Paralelamente, continuamos avaliando as ações das Lojas Americanas de forma positiva”, ressalta.

O Bradesco também incluiu a Via Varejo, que em setembro teve alta de 40%, na carteira juntamente com a construtora Tenda, retirando a produtora de papel Klabin e a Usiminas.

Uma das escolhas da Magliano foi o Pão de Açúcar, ao lado de Bradespar, Embraer e Sabesp. Sobre o Pão de Açúcar, cuja ação preferencial subiu 4% em setembro, o analista Carlos Soares afirma que a melhora do cenário econômico e queda dos juros são vetores importantes para o preço do papel continuar em evolução na B3 nos próximos meses. “Após o movimento de correção da ação ocorrido ao longo dos últimos dias, vislumbramos que o papel segue com boas perspectivas e pode recompor parte das perdas.”

A aposta em Bradespar vem da importante participação desta acionista na Vale. “Avaliamos que pelo fato de a mineradora ter sinalizado que no terceiro trimestre as expectativas são de normalidade dos números, as perspectivas são positivas”, diz Soares.

A corretora aguarda ainda a continuidade dos bons resultados da fabricante de aviões Embraer nos próximos dois trimestres vislumbrando uma posição defensiva diante de alguma correção no dólar nos próximos dias. E acredita que os papéis da Sabesp podem reagir positivamente diante da proximidade do anúncio da segunda revisão tarifária ordinária a ser anunciada pelo órgão regulador do Estado de São Paulo, a Arsesp.

Já a XP trocou a ação do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), depois dos bons resultados do papel, pela do Banco do Brasil. “Mesmo após o rali ao longo do último mês, ainda vemos uma assimetria positiva para Banco do Brasil”, explica a analista Bruna Pezzin, se referindo à valorização de mais de 14% das ações ordinárias do BB em setembro.

“As perspectivas mais positivas para a economia, em conjunto com a gradual redução da percepção de risco, nos levam a acreditar que o Banco do Brasil ainda possa performar melhor do que os seus pares”, afirma a analista.

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