Pixabay/Reprodução
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Apresentação da reforma agrada, mas cautela com tramitação faz Bolsa cair 1,1%

O principal índice de ações do País, Ibovespa, chegou a superar os 98,5 mil pontos logo após a divulgação da proposta do governo, mas acabou aos 96, 5 mil pontos, na mínima do dia; dólar fechou a quarta-feira em alta de 0,4%

Eulina Oliveira e Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2019 | 12h10
Atualizado 20 de fevereiro de 2019 | 18h58

O otimismo inicial dos mercados com uma proposta de reforma da Previdência considerada boa, mas dentro do que já era esperado, deu lugar à cautela diante dos eventuais obstáculos que a tramitação do texto encontrará no Congresso. O movimento ganhou ainda mais intensidade à tarde, alimentado pela divulgação da ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que alertou para riscos mais significativos de desaceleração econômica na Europa e na China, podendo respingar no resto do mundo.

Ao avaliar esse conjunto de informações, os investidores optaram por vender ativos e embolsar um pouco dos ganhos recentes, aguardando o desenrolar das negociações entre Executivo e Legislativo. O Ibovespa, que chegou a superar os 98.500 pontos logo após a divulgação do texto, terminou com baixa de 1,14%, aos 96.544,81 pontos, na mínima desta quarta-feira, 20.

O mesmo ocorreu com o dólar: a moeda foi negociada na casa de R$ 3,69 após o mercado tomar conhecimento da proposta, mas mudou completamente de direção e encerrou com valorização de 0,42% no mercado à vista, a R$ 3,7319.

Nos Estados Unidos, os mercados até oscilaram durante a divulgação da ata do Fed, mas voltaram ao curso anterior, com as bolsas em alta, diante da similaridade entre o documento e o comunicado que acompanhou a decisão de janeiro.

Reforma

Por aqui, logo cedo, o presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, levou a proposta de mudança nas aposentadorias à Câmara. Na sequência, o texto se tornou público e os técnicos da Economia deram uma coletiva de imprensa de mais de quatro horas para detalhar a proposta.

A avaliação generalizada de economistas e analistas é de que o projeto, que inclui economia fiscal de R$ 1,164 trilhão em dez anos, idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além da confirmação de alcance das novas regras para iniciativa privada e setor público, é positivo, mas sofrerá, inevitavelmente, desidratação no Congresso. Além disso, resta agora medir a capacidade do governo em articular uma base necessária para a aprovação.

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