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Após apagão, ministro diz que novas térmicas serão acionadas

Braga anunciou que a Petrobrás irá adicionar 967 MW ao sistema por meio de térmicas e voltou a negar que o blecaute tenha ocorrido por falta de energia; ONS diz que consumo bateu recorde ontem

Eduardo Rodrigues,André Borges, O Estado de S. Paulo

20 de janeiro de 2015 | 15h08


Um dia após o apagão que atingiu 10 Estados e o Distrito Federal, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, anunciou que a Petrobrás irá voltar a adicionar ao sistema 867 MW de eletricidade proveniente de usinas térmicas que estavam em manutenção e reparo. Essa energia deve entrar no sistema até o dia 18 de fevereiro. Segundo ele, também serão adotadas alternativas adicionais para energia de Itaipu abastecer o sistema. Braga voltou a negar que o apagão desta segunda-feira tenha sido causado por falta de eletricidade. "Não houve falta de energia. Mas pode haver falha humana ou técnica no sistema e aparentemente foi uma falha técnica. Não temos problemas adicionais", completou.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste registraram ontem um volume recorde de consumo de energia. Às 14h32, as regiões, tratadas como uma única área pelo órgão, chegaram a um pico de 51.596 megawatts (MW). O recorde anterior havia sido registrado uma semana atrás, com demanda de 51.295 MW no dia 13/01/2015. No Nordeste, o recorde de carga chegou a 12.166 MW às 15h34, sendo que o recorde anterior era de 11.999 MW, ocorrido em 14/01/2015.

O ONS informou que, a partir das 14h50, ocorreu a perda de geração de usinas, por conta da interrupção de geração da ordem de 2.600 MW. Essa interrupção ainda não foi detalhada pelo órgão gestor. A queda no abastecimento mexeu com a frequência elétrica, o que desestabilizou o sistema. 

O ministro ainda afirmou que o ONS irá adotar novas manobras para oferecer energia com tranquilidade para a população. O diretor-geral do órgão, Hermes Chipp, comanda nesta tarde uma reunião com técnicos do MME e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no Rio de Janeiro.

O ministro repetiu que o apagão foi causado por um problema técnico em uma linha de transmissão norte-sul de Furnas, que não teria transportado a eletricidade da região Norte para as regiões Sul e Sudeste. Essa falha provocou uma alteração de frequência no sistema, que desligou 11 usinas de geração, incluindo a termonuclear Angra I. A partir daí, o ONS determinou blecautes seletivos em três regiões do País para evitar um apagão de maiores proporções. "A energia não chegou no destino e houve um descasamento em relação à demanda e a oferta", enfatizou.

Para Braga, o sistema elétrico brasileiro é robusto, mas é caro pelo fato de o País precisar despachar as usinas térmicas devido à longa estiagem que atinge os reservatórios das principais usinas hidrelétricas. "Energia gerada com a queima de gás e óleo diesel é mais cara mesmo. O consumidor está sendo informado disso por meio da bandeira tarifária vermelha e pode tomar suas decisões de consumo", concluiu.

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