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Após assembleia, ações do Magazine Luiza ultrapassam os R$ 600

Reunião serviu para deliberar sobre o desdobramento da ação da companhia na razão de 1 para 8; companhia fechou entre as maiores altas da B3 com valorização de 10,22%

Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

04 Setembro 2017 | 18h39

O Magazine Luiza realizou nesta segunda-feira, 4, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre o desdobramento da ação da companhia na razão de 1 para 8. Mesmo antes de anunciar ao mercado o resultado da votação dos acionistas, a ação superou os R$ 600, e fechou entre as maiores altas da B3. Dentro do Ibovespa, os destaques voltaram a ser as siderúrgicas, com valorizações que chegam aos dois dígitos neste início de setembro. Na ponta negativa, a estreia da Taesa no índice foi com realização de lucros, após subir quase 4% na última sexta.

Magazine Luiza ON fechou com alta de 10,22%, com a cotação de R$ 621,79. Com esse preço, a ação desdobrada em 8 passaria a valer R$ 77,72. Segundo operadores, a maior liquidez do ativo provocada pela operação, e os seguidos bons resultados recentes apresentados pela rede varejista devem impulsionar o papel no curto prazo.

Na semana passada, o BTG Pactual atualizou suas estimativas para o Magazine Luiza, projetando que em cinco anos, 50% da margem bruta venha das vendas online, sejam diretas ou por meio do marketplace. Para os analistas, o Magazine Luiza se posiciona melhor que seus concorrentes no e-commerce, que está em crescimento no Brasil. Para o BTG, a rede deve entregar resultados acima da média e ser um "concorrente vencedor" nas vendas pela internet.

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“A grande aposta da rede para a próxima década é o marketplace”, declarou na última semana o presidente da rede, Frederico Trajano, após ter participado do evento Latam Retail Show, em São Paulo. O grande impulso foi dado no final de março, com a compra da startup de tecnologia IntegraCommerce, o que facilitou e acelerou a inclusão de novos vendedores na plataforma do Magazine Luiza. “Saímos de menos de 10 sellers no primeiro trimestre para mais de 350, e a perspectiva é chegar a 500 no final do ano”, afirmou Trajano.

Siderúrgicas. Em continuidade a um movimento recente, as siderúrgicas predominaram na lista de maiores altas do Ibovespa. Subiram Usiminas PNA (+7,89%, na máxima), novamente com desempenho acima de seus pares, Metalúrgica Gerdau PN (+5,03%), Gerdau PN (+2,54%) e CSN ON (+2,05%).

Em sua carteira recomendada para o mês de setembro, a XP Investimentos incluiu a Gerdau e retirou Usiminas. No entanto, a corretora ressalta que o momento é positivo para o setor, com sinais consistentes de recuperação da atividade econômica local, sobretudo na cadeia do aço. A troca foi justificada com uma realização de lucros com a ação da Usiminas, com retorno superior a 30% em agosto. Somente nestas duas primeiras sessões de setembro, o papel subiu 19%.

Na última sexta-feira, 1, a CSN informou que os debenturistas da 5ª emissão aprovaram não declarar o vencimento antecipado das emissões diante do descumprimento do prazo da companhia para divulgação das demonstrações financeiras de 2016, que ocorrerá até o dia 31 de outubro. Por isso, será pago um prêmio de 0,10% sobre o saldo remanescente.

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As ações da Vale subiram 1,21% (ON) e 0,54% (PNA), mesmo em um dia de queda do minério de ferro na China. No entanto, analistas ressaltam que o prêmio do minério de ferro de melhor qualidade ainda está alto, o que beneficia a Vale, principalmente por conta de sua planta em Carajás (PA).

Taesa e Rumo. Movimentos de realização de lucros justificaram dois destaques negativos do Ibovespa hoje, segundo operadores. Rumo ON (-2,42%) e Taesa Unit (-1,71%). No caso da empresa de logística, a ação ainda acumula valorização próxima de 65% neste ano.

Já a Taesa subiu quase 4% na última sexta-feira. Profissionais do mercado lembram que o papel é muito influenciado pelo noticiário sobre a Cemig, já que é controlado pela estatal mineira, e está na lista de ativos que podem ser vendidos.

A Cemig poderá ter o prazo estendido para entregar ao governo garantias de que terá como pagar R$ 11 bilhões ao governo por quatro usinas que tiveram as concessões vencidas, segundo apurou o Estadão/Broadcast. O objetivo da companhia é tentar, com isso, evitar que a União leiloe os ativos. A grande questão é que a empresa está com dificuldades de encontrar uma forma de pagar o valor. O prazo dado pelo governo foi no último dia 30 de agosto, mas até agora, de acordo com o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, a mineira ainda não se pronunciou.

O Ibovespa fechou em alta de 0,29%, aos 72.128,83 pontos. Em setembro, o índice acumula avanço de 1,83%, e em 2017, ganhos de 19,76%. O giro financeiro nesta segunda-feira de feriado nos Estados Unidos foi de R$ 5,42 bilhões, segundo dados preliminares. /Equipe AE.

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