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Após atingir 1,5 milhão de pessoas físicas, Bolsa manterá foco em expansão de investidores

Segundo o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, há a possibilidade de rever a cobrança de tarifa da depositária de ações no valor de R$ 9,90

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 21h38

Depois de ver o número de investidores pessoas físicas no mercado acionário dobrar neste ano, na esteira na queda da taxa básica de juros, a B3 dará mais atenção para esse segmento, de forma a ajudar na educação financeira, de um lado e, de outro, facilitar o processo de investimento. "Iremos ajudar nesse processo. Nesse ano, algumas coisas que fizemos foi a campanha de incentivo do Tesouro Direto, que democratizou o acesso a um custo competitivo. Agora estamos sensíveis a questão da tarifação para garantir que o crescimento da pessoa física continue", disse o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em encontro com jornalistas nesta terça, 17.

O executivo se refere à possibilidade de rever a cobrança de tarifa da depositária de ações no valor de R$ 9,90. Segundo o presidente da B3, a companhia vem debruçada sobre esse assunto depois de observar que muitas corretoras estão absorvendo esses custos e não repassando aos seus clientes. O executivo destacou que o custo dessa decisão seria elevado para a companhia e que nenhuma decisão foi tomada até o momento. Se essa medida for adotada, uma das expectativas é de que as corretoras utilizem esses recursos em educação financeira ou para a prospecção de novos clientes.

A B3 tem ainda se debruçado, segundo ele, para ampliar a quantidade de ativos disponíveis aos investidores na bolsa brasileira. Uma mudança regulatória importante, destacou, virá após a audiência pública lançada na semana passada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre os Brazilian Depositary Receipts (BDR), certificados que representam ações de empresas estrangeiras negociadas no Brasil. Dentre as mudanças, retirará a restrição para a compra do papel ao investidor qualificado, que é aquele com mais de R$ 1 milhão investido, dando acesso a uma gama muito maior de ativos aos investidores do varejo. "Temos esse mantra de garantir um espectro de produtos para pessoas físicas ou para investidores institucionais", comentou o executivo.

O presidente da B3 disse que o crescimento do mercado de capitais no Brasil foi possível com a priorização, pelo governo, do ajuste das contas fiscais do País, que permitiu controle da inflação e manutenção de juros baixos.

Por conta desse cenário, o próximo ano tem toda a sinalização de que baterá recorde de volume de oferta de ações na bolsa brasileira, depois de mais de R$ 80 milhões em 2019, afirmou. Segundo o executivo, essa é a indicação se forem levados em conta os desinvestimentos do BNDES, por exemplo, e as ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês), de subsidiárias da Caixa Econômica Federal. A estimativa é de que ocorram entre 20 e 30 ofertas no próximo ano, entre ofertas iniciais e follow ons. O executivo destacou ainda que o pipeline é robusto com empresas que estão se preparando para estrearem no próximo ano na bolsa. “Há um movimento bastante forte”, comentou.

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