Após bater novo recorde em NY, petróleo fecha em baixa

Incertezas sobre um possível aumento da produção na Arábia Saudita empurram preços para baixo

Patrícia Fortunato, da Agência Estado,

16 de junho de 2008 | 17h11

Os contratos futuros de petróleo perderam terreno e não conseguiram sustentar a alta que mais cedo levou a commodity a um novo recorde; o barril para julho atingiu a marca de US$ 139,89 (alta de mais de US$ 5,00) no pregão eletrônico da New York Mercantile Exchange (Nymex) apenas nove minutos antes da abertura do viva-voz. Veja também: Especial: preço do petróleo em alta    Mas incertezas sobre um possível aumento de produção na Arábia Saudita fizeram a commodity fechar em baixa. Em Nova York, o barril WTI caiu US$ 0,25 (-0,19%), para US$ 134,61. Em Londres, o Brent para agosto declinou US$ 0,40, a US$ 134,71 - antes, o Brent também estabeleceu novo recorde, de US$ 139,32 por barril. Durante boa parte do dia o petróleo subiu puxado pela queda do dólar ante o euro, o que incentivou os compradores a investir na commodity para se protegerem da desvalorização da moeda norte-americana. Além disso, a petrolífera norueguesa StatoilHydro informou que um incêndio em um campo no Mar do Norte interrompeu a produção de cerca de 150 mil barris diários de petróleo e condensado. No final desta segunda-feira, contudo, a companhia afirmou que parte da produção foi retomada. "Este mercado realmente está se esforçando", disse Walter Zimmermann, analista da ICAP/United Energy". O que se viu "hoje e assinala este esforço. O petróleo atingiu uma nova máxima e depois reverteu. Isto não é o que os otimistas (que apostam na alta) querem ver", concluiu.  Arábia Saudita O mercado também se agita com a possibilidade que a Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo, eleve a produção. O país deu a entender que produziria mais para conter a escalada do produto - os preços recordes são uma ameaça para as economias globais e para a própria demanda. De acordo com a Agência Internacional de Energia (AIE), a Arábia Saudita produziu 9,20 milhões de barris diários em maio.  A magnitude do eventual aumento de produção intriga o mercado. Na semana passada, o boletim Middle East Economic Survey, publicação da indústria de petróleo, sinalizou que a produção subiria 500 mil barris diários, para 10 milhões de barris diários. Mas muitos analistas acreditam que a elevação será de 200 mil barris diários - no mês passado, o país já tinha anunciado aumento de 300 mil barris diários na produção.  Para complicar ainda mais o cenário, qualquer produção extra por parte dos sauditas provavelmente será de um tipo de petróleo que, para encontrar compradores, precisa ser vendido com desconto.

Tudo o que sabemos sobre:
PetróleoArábia Saudita

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.