Após bater recorde de pontos, Bovespa opera em leve alta

Bolsa segue na contramão dos mercados dos Estados Unidos e Europa e pode atingir 69 mil pontos nesta quarta

estadao.com.br,

02 de dezembro de 2009 | 11h47

Após subir 2,4% na terça-feira e superar pela primeira vez no ano os 68 mil pontos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em leve alta nesta quarta-feira, 2, na contramão dos mercados dos Estados Unidos e Europa. Às 11h52 (de Brasília), o Ibovespa subia 0,27%, aos 68.590 pontos. No mesmo horário, o dólar se mantinha estável, cotado a R$ 1,72. Nesse ritmo, a Bolsa pode alcançar ainda nesta quarta os 69 mil pontos.

 

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Dado aguardado pelos investidores, a pesquisa sobre emprego no setor privado dos EUA mostrou corte de 169 mil vagas de emprego nesse segmento em novembro, superando a previsão dos economistas de perda de 150 mil postos de trabalho. O número é observado pelo mercado como antecedente do payroll do governo dos EUA, que abrange também os números sobre o emprego no setor público e será anunciado nesta sexta-feira.

 

Nos EUA, os índices futuros de ações mostravam fraqueza. O S&P 500 operava estável em relação a terça-feira e o Nasdaq cedia 0,08%. Na Europa, a Bolsa de Londres recuava 0,20% e a de Frankfurt -0,06%.

 

No cenário doméstico, pesquisa do IBGE mostrou que o mercado interno puxou a recuperação da indústria em 2009, com a produção do setor crescendo pelo 10º mês seguido em outubro. Com isso, papéis ligados à demanda interna podem reagir favoravelmente aos números, já que se inserem num contexto de perspectivas bem positivas para 2010.

 

O setor bancário também está no foco, com a Caixa Econômica Federal fechando a compra de 35% do Banco Panamericano por R$ 740 milhões. Há rumores ainda de que a Caixa estaria negociado também a participação em outras instituições, provavelmente no segmento de cartões de crédito de baixa renda.

 

Os temores sobre Dubai diminuíram depois que o conglomerado Dubai World informou que busca reestruturar uma dívida de US$ 26 bilhões, abaixo dos US$ 60 bilhões previstos. O fato é que a disposição para o risco prevalece entre os investidores, embalados pela forte liquidez criada pelos bancos centrais no combate à crise. O perdedor desse movimento já está escolhido com bastante clareza: o dólar.

 

Ásia

 

As bolsas de valores da Ásia encerraram a quarta-feira em alta, com os investidores em busca de ativos com maior retorno à medida em que enfraquecem os temores sobre a dívida de Dubai. O novo recorde do ouro também animava o mercado, assim como um dado norte-americano da véspera: a maior alta em três anos e meio das vendas pendentes de moradias. O índice MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 1,06%, a 412 pontos.

"Com os investidores mais seguros de que os temores sobre Dubai continuam a diminuir e com as preocupações econômicas aliviadas por sólidos dados dos Estados Unidos, os mercados estão passando por uma retomada mais significativa hoje", disse Choi Seong-lak, analistas do SK Securities em Seul.

A bolsa de Tóquio teve alta de 0,38%, para 9.608 pontos, o maior fechamento em duas semanas. A alta do mercado japonês, no entanto, foi contida pela ação mais contida que o esperado do banco central, que na véspera anunciou que oferecerá 10 trilhões de ienes em recursos de três meses à taxa fixa de 0,1%.

Em Sydney, a bolsa subiu 0,92%, para 4.762 pontos. O ânimo veio também da alta das commodites pela manhã. Em Hong Kong, a bolsa teve ganho de 0,80%, a 22.289 pontos, e em Xangai houve alta de 1,06%, a 3.269 pontos. Em Seul, o índice ganhou 1,4%, a 1.591 pontos.

 

(com Agência Estado e Reuters)

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