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Após BC cortar juros, mercado vê inflação menor este ano

O Relatório Focus prevê a Selic no fim de 2016 em 13,50%, o que significa um corte maior na próxima reunião; expectativa para inflação este ano passou de 7,01% para 6,89%

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2016 | 09h08

BRASÍLIA - Após o Banco Central ter reduzido a Selic (a taxa básica de juros da economia) e atualizado suas projeções de inflação na última quarta-feira, os economistas do mercado financeiro também reduziram suas previsões para os índices de preços em 2016 e 2017. O Relatório de Mercado Focus mostra que a mediana das  expectativa para o IPCA - o índice oficial de inflação - este ano passou de 7,01% para 6,89%. Há um mês, estava em 7,25%. Já a projeção para o índice no ano que vem foi de 5,04% para 5,00%. Há quatro semanas, apontava 5,07%. 

 

Em sua decisão de política monetária, o BC reduziu a Selic de 14,25% para 14,00% ao ano. Além disso, condicionou cortes maiores a uma inflação menor no setor de serviços e ao avanço do ajuste fiscal. 

O Relatório de Mercado Focus trouxe que a mediana das previsões para a Selic no fim de 2016 permaneceu em 13,50% ao ano. Na prática, se confirmado, isso significará um corte maior - de meio ponto porcentual - que o promovido na semana passada pelo BC (de 0,25 ponto porcentual). Há um mês, os economistas esperavam que a Selic terminasse 2016 em 13,75%. 

 

Para o fim de 2017, a projeção do Focus permaneceu em 11,00% ao ano, mesmo nível de um mês atrás. Em sua decisão da semana passada, o BC condicionou cortes maiores da Selic a uma inflação menor no setor de serviços e ao avanço do ajuste fiscal. 

A instituição também atualizou suas projeções para a inflação nos próximos anos, pelo cenário de referência: 7,0% em 2016, 4,3% em 2017 e 3,9% em 2018. Já o IBGE informou na sexta-feira que o IPCA-15 de outubro subiu 0,19%, o que é a menor taxa para o mês desde 2009. No ano, a alta acumulada é de 6,11% e, em 12 meses, de 8,27%.  

       

No relatório Focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para este ano passou de 7,02% para 6,89%. Para 2017, foi de 5,13% para 5,03%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de, respectivamente, 7,30% e 5,50%.

Já a inflação suavizada 12 meses à frente voltou a ceder, passando de 5,05% para 4,95% de uma semana para outra - há um mês, estava em 5,16%. 

 

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para outubro passou de 0,35% para 0,30%. Um mês antes, estava em 0,40%. No caso de novembro, a previsão do Focus foi de 0,45% para 0,40%. Há quatro semanas, era de 0,46%. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado no fim de setembro, o BC havia apresentado suas estimativas mensais para o IPCA: 0,40% para outubro e 0,45% para novembro.

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