Após Bradesco e Unibanco, Itaú anuncia compra de carteiras

Banco não informou, porém, qual o volume de crédito adquirido e nem que instituições cederam as operações

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

14 Outubro 2008 | 18h40

O Itaú informou nesta terça-feira, 14, por meio de sua assessoria de imprensa, que fechou acordo para a compra de carteiras de crédito consignado de outras instituições. No entanto, a instituição financeira não informou qual o volume de crédito adquirido e nem o nome dos bancos que cederam as operações. "O Itaú continua estudando novas possibilidades de aquisição de novas carteiras, particularmente de crédito consignado", informa a nota do banco.   Veja também: Bush anuncia compra de ações de bancos pelo Tesouro dos EUA Em meio à crise, empresas têm que pagar US$ 15 bi ao exterior Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    No último dia 25, o Banco Central anunciou um desconto de 40% no recolhimento de compulsório sobre depósitos a prazo para os bancos que comprarem carteiras de instituições com patrimônio de referência de até R$ 2,5 bilhões. Na segunda-feira, o desconto foi elevado para 70% e o valor do patrimônio para R$ 7 bilhões. Essa é uma das medidas da autoridade monetária para melhorar a liquidez do sistema financeiro.   Na segunda-feira, Bradesco já havia anunciado a compra de duas carteiras de crédito (veículos e consignado) e avalia outras oportunidades. Já o Unibanco informou a compra de carteiras de consignado de dois bancos.   Crédito imobiliário   Além disso, O Unibanco anunciou, também nesta terça, que elevou o teto máximo dos juros do crédito imobiliário de 11% para 12% ao ano. A alteração é válida apenas para os novos contratos. A instituição não forneceu explicações sobre o motivo da elevação dos juros, que passou a vigorar na segunda. O prazo de financiamento foi mantido em até 25 anos.   O Itaú também promoveu, na semana passada, a elevação das taxas cobradas no financiamento de imóveis. Os juros máximos passaram de 9% para 12% ao ano mais TR para os imóveis residenciais. O porcentual pode variar de acordo com cada contrato. O prazo de financiamento é de até 25 anos.

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