Após capitalização, governo terá mais clareza para agir

O governo está literalmente agoniado com o processo de valorização do real, que tem minado a competitividade dos produtos brasileiros em um contexto internacional de países tentando exportar mais para sair da crise econômica. O problema é que a poeira levantada pela capitalização da Petrobrás nas últimas semanas deixou a equipe econômica mais confusa do que o habitual sobre como agir e até agora uma solução que equilibre todos os aspectos que envolvem o câmbio - cuja valorização favorece o controle de preços - não foi encontrada.

Análise: Fábio Graner, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2010 | 00h00

No vaivém de ideias, propostas e ameaças, o que o governo de fato fez até agora foi somente comprar de forma maciça os dólares que têm entrado no País. Mesmo assim, o Banco Central não conseguiu mudar a tendência da moeda americana. Apesar de o dólar perder valor em todo o planeta, fruto do juro real negativo nos Estados Unidos, a moeda brasileira de fato tem sido um dos destinos preferidos dos investidores internacionais, que se aproveitam das taxas de juros mais altas praticadas por aqui.

Passado o processo de venda de ações da Petrobrás, o governo agora tem condições de enxergar com mais clareza e separar o que é especulação com o real, o que é um movimento estrutural de queda do dólar no mundo e o que é apenas um fenômeno causado pelo fato de o Brasil hoje ser uma das economias de maior destaque no mundo, atraindo o capital internacional.

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