MATTHEW STOCKMAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP - 16/04/2020
MATTHEW STOCKMAN / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / AFP - 16/04/2020

Após ciberataque, JBS diz que operações nos EUA serão retomadas nesta quarta 

Ataque ocorreu no fim de semana e paralisou unidades de produção de carne da empresa na América do Norte e na Austrália

Matheus Andrade, O Estado de S.Paulo

01 de junho de 2021 | 21h54

SÃO PAULO - A JBS anunciou nesta terça-feira, 1º, que realizou progressos "significativos" na resolução dos problemas causados pelo ciberataque que afetou as operações da empresa na América do Norte e na Austrália durante o final de semana. Em comunicado, a companhia indicou que no Reino Unido e no México não houve danos às operações. Segundo a empresa, com os avanços atuais, a maioria das fábricas estará operacional nesta quarta-feira, 2.

"A JBS é uma parte crítica da cadeia de abastecimento de alimentos e reconhecemos nossa responsabilidade para com os membros da nossa equipe, produtores e consumidores de retomar as operações o mais rápido possível", disse Andre Nogueira, CEO da JBS nos Estados Unidos.

"Nossos sistemas estão voltando a ficar online e não estamos poupando recursos para combater esta ameaça", indicou Nogueira, que afirmou que a empresa tem planos voltados a casos como este, e que estão sendo executados com "sucesso", completou.

A agência Bloomberg, citando um integrante do sindicato que representa os trabalhadores da empresa, publicou que todas as fábricas de carne bovina da JBS nos EUA foram fechadas como resultado do ataque.

A vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, informou que a JBS notificou, no último domingo, ter sido vítima de um ataque, e que a empresa está recebendo assistência do governo americano.

Em conversa com repórteres, a porta-voz explicou que a companhia foi alvo de uma ofensiva ransomware, em que os criminosos bloqueiam acesso ao sistema infectado e cobram espécie de resgate para a liberação.

No comunicado, a JBS agradeceu a assistência do governo federal dos EUA, assim como às administrações do Canadá e da Austrália.

"A empresa não tem conhecimento de nenhuma evidência neste momento de que dados de clientes, fornecedores ou funcionários tenham sido comprometidos", conclui a publicação.

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