Após cinco altas seguidas, dólar fecha em queda e vai a R$ 2,83

Presidente do BC dos EUA, Janet Yellen, discursou e trouxe alívio ao evitar uma sinalização mais contundente sobre o momento em que os juros norte-americanos vão começar a subir

REUTERS e Agência Estado

24 Fevereiro 2015 | 17h05

O dólar interrompeu a sequência de cinco altas seguidas e fechou em queda de 1,39%, a R$ 2,8340, depois de a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, trazer alívio aos investidores que temiam uma sinalização mais contundente sobre o momento em que os juros começarão a subir nos Estados Unidos.O mercado também comemorou a notícia de que a Grécia apresentou a seus credores uma lista de reformas necessárias a um acordo para a extensão do pacote de ajuda financeira ao país.

A dirigente explicou que a palavra "paciente", que vem sendo utilizada pela instituição, significa manutenção de juros pelos próximos encontros. Yellen, no entanto, disse que, mesmo que o Fed mude sua linguagem nas próximas semanas, os investidores não devem interpretar isso como um sinal de que o banco central está comprometido com um aumento dos juros em qualquer reunião em particular. Em vez disso, ela disse, quando a palavra "paciente" desaparecer, isso significa que o Fed vai apenas ter total flexibilidade para agir caso julgue que os dados econômicos justifiquem.

O Fed tem enfrentando dificuldades nos últimos meses para se afastar do tipo de orientação futura de que dependeu durante a crise para influenciar o comportamento do mercado sem, ao mesmo tempo, disparar uma reação exagerada do mercado com cada mudança no comunicado de sua política monetária. Os comentários de Yellen nesta terça-feira marcaram outro passo nesse processo.

"Caso as condições econômicas continuem a melhorar, como o comitê espera, o comitê vai em algum momento começar a considerar um aumento de juros de reunião para reunião", disse Yellen.

"Antes disso, o comitê vai alterar sua orientação futura. No entanto, é importante enfatizar que uma modificação da orientação futura não deve ser vista como uma indicação de que o comitê necessariamente vai aumentar os juros em duas reuniões".

"Yellen está mantendo a mente aberta, ainda sem pressa para dar um sinal de que a alta dos juros está próxima", disse o estrategista-chefe de mercados do Drivewealth, Brian Dolan.

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