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Após cinco anos de prejuízo, Fiat tem lucro em 2005

Encerrando uma série de prejuízos que durou cinco anos, o grupo automobilístico italiano Fiat anunciou hoje que registrou em 2005 um lucro líquido de 1,42 bilhão de euros. O resultado é uma contrapartida ao apresentado no ano anterior, quando a companhia teve perda de 1,579 bilhão de euros.A dívida industrial líquida do grupo no período foi de 3,219 bilhões de euros, o que representa uma redução de dois terços do total. O resultado, entre outros fatores, resulta de um fluxo de caixa líquido (lucro mais amortizações) industrial de 3,4 bilhões de euros. A dívida total líquida do grupo ficou, no final do ano, em 18,523 bilhões de euros, em queda frente aos 25,423 bilhões de euros de 2004.A Fiat teve um volume de negócios de 46,544 bilhões de euros, 2% acima do ano anterior quando chegou a 45,637 bilhões de euros.Quarto trimestreNo quarto trimestre do ano passado, o lucro líquido do grupo foi de 84 milhões. Pela primeira vez, após 17 trimestres no vermelho, o lucro de gestão ordinária foi de 21 milhões de euros. O volume de negócios nos três últimos meses de 2005 foi de 13,140 bilhões de euros, 7,5% a mais que no mesmo período do ano anterior (12,218 bilhões).Fiat Auto tem redução no faturamentoA divisão Fiat Auto (Fiat, Alfa Romeo, Lancia e Veículos comerciais) registrou no ano passado um faturamento de 19,533 bilhões, uma redução de 0,8% em relação a 2004, quando o montante ficou em 19,695 bilhões de euros.As vendas no primeiro semestre foram afetadas por uma "intensa pressão competitiva". Mas, com o lançamento dos modelos Croma, em maio, e Grande Punto e Alfa 159, em setembro, os volumes, que estavam em baixa nos três primeiros trimestres, subiram para 7,6% no último. No Brasil, a demanda confirmou a fase de expansão e o aumento chegou a 9,1%.MetasO grupo Fiat conquistou todas as metas fixadas para este ano, entre elas o lucro de cerca de 700 milhões de euros e fluxo de caixa operacional positivo. Como resultado da boa tendência, o grupo informou que emitirá um bônus com prazo de vencimento de sete anos em euros (benchmark), cujo valor e preço serão definidos de acordo com as condições do mercado.

Agencia Estado,

30 de janeiro de 2006 | 16h36

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