EFE/EPA/FRANCK ROBICHON
EFE/EPA/FRANCK ROBICHON

Mercados internacionais fecham sem sentido único apesar de conversas entre EUA e China

Apetite por risco ganhou força pela manhã, após o representante comercial dos EUA e o secretário do Tesouro americano terem uma reunião virtual com o vice-premiê da China

Sergio Caldas, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2020 | 07h23
Atualizado 25 de agosto de 2020 | 18h11

As principais Bolsas do exterior fecharam sem sentido único nesta terça-feira, 25, após Estados Unidos e China apontarem progressos no acordo comercial assinado no começo do ano e com indicadores econômicos locais.

O apetite por risco ganhou força na Ásia após notícia de que o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, tiveram uma reunião virtual com o vice-premiê da China Liu Hu para discutir a implementação do acordo comercial de "fase 1" que as duas maiores economias do mundo firmaram em janeiro.

Segundo comunicado do escritório de Lighthizer, ambos os lados identificaram avanços e disseram estar comprometidos em tomar os passos necessários para garantir o sucesso do pacto bilateral. No encontro, também foi ressaltado o "significativo aumento" de compras de produtos americanos pelos chineses. 

Bolsas da Ásia 

Os mercados da China continental, no entanto, apresentaram desempenho misto. O menos abrangente Shenzhen Composto garantiu leve alta de 0,11%, mas o Xangai Composto recuou 0,36%. O índice acionário japonês Nikkei subiu 1,35% em Tóquio, impulsionado por ações dos setores imobiliário e financeiro, enquanto o Kospi avançou 1,58% em Seul, também sustentado pela desaceleração de um recente surto de casos de covid-19 na Coreia do Sul, e o Taiex registrou ganho de 0,88% em Taiwan.

O tom foi negativo também em Hong Kong, onde o Hang Seng caiu 0,26%, pressionado por ações de fornecedores de componentes para smartphones. Já na Oceania, a Bolsa australiana seguiu a tendência majoritária da Ásia, e o S&P/ASX 200 avançou 0,52% em Sydney, a 6.161,40 pontos. 

Bolsas da Europa 

Já no velho continente o dia foi de quedas generalizadas, apesar dos indicadores positivos. Nesta segunda, o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha recuou 9,7% no segundo trimestre ante o primeiro, menos que a previsão de queda de 10,1% dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. Além disso, o índice de sentimento das empresas alemãs elaborado pelo Ifo subiu a 92,6 em agosto, ante projeção de 92,0 dos analistas. 

apesar da abertura favorável dos mercados europeus. Por lá, os índices devolveram os ganhos, com o sinal misto vindo de Nova YorkStoxx 600 fechou em queda de 0,30%, enquanto a Bolsa de Londres caiu 1,11% e a de Frankfurt recuou 0,04%, mas a de Paris subiu 0,01%. Em MilãoMadri Lisboa as quedas foram de 0,41%, 0,01% e 1,06% cada.

Bolsas de Nova York

Em Nova York, o clima foi influenciado pelo índice de confiança do consumidor nos EUA, medido pelo Conference Board, que caiu de 91,7 em julho a 84,8 em agosto, ante previsão de 92,5 dos analistas. A Oxford Economics comentou que a piora na confiança pode estar relacionada ao fim de benefícios extras federais para desempregados, em meio ao impasse sobre novos estímulos fiscais em Washington.

Por lá, as Bolsas fecharam sem sinal único, em parte motivadas pelo díalogo entre autoridades da China e Estados Unidos para a realização da parte 1 do acordo entre as duas potências. Com isso, Nasdaq ganhou 0,76% e o S&P 500 o S&P 500 teve alta de 0,36%. Já o Dow Jones encerrou em baixa de 0,21%.

Petróleo 

Os contratos futuros de petróleo registraram altas nesta terça-feira, com o WTI fechando no maior patamar em cinco meses, influenciado pelo furacão Laura no Golfo do México, que prejudica a produção local. A sinalização de progressos na implementação do acordo comercial entre EUA e China alimentou a expectativa por melhora na demanda global pela commodity, o que também contribuiu para o avanços nos preços nesta sessão.

O petróleo WTI para outubro fechou em alta de 1,71%, a US$ 43,35 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 1,62%, a US$ 45,86 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE)./COLABORARAM MAIARA SANTIAGO E MATHEUS ANDRADE

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