Após Copom, ações de bancos lideram ganhos na Bovespa

O avanço das ações de bancos, um diadepois da alta acima das expectativas do juro básicobrasileiro, fez a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa)fechar com valorização nesta quinta-feira. O Ibovespa teve alta de 0,62 por cento, aos 64.552 pontos,no maior patamar desde 28 de fevereiro. O giro financeiro nabolsa foi de 5,95 bilhões de reais. O movimento foi conduzido pelos três maiores bancos dopaís, cujas ações tiveram as maiores altas do índice. Os papéis ordinários do Banco do Brasil subiram 4,1 porcento, a 25,35 reais; seguidos pelos preferenciais do Itaú, queavançaram 3,6 por cento, a 43,50 reais; e os preferenciais doBradesco, com ganho de 3,5 por cento, a 35,75 reais. Para Luiz Gustavo Medina, sócio da M2 Investimentos, omercado estava apreensivo com a ação que seria tomada peloBanco Central para fazer frente às pressões inflacionárias. Nesse sentido, embora o aumento da taxa anunciado naquarta-feira --de 0,50 ponto percentual, para 11,75 por centoao ano-- tenha vindo maior do que as projeções da maioria dosanalistas, o comunicado que acompanhou o anúncio acalmou osinvestidores. "O discurso foi mais importante do que a ação", disse ele,referindo-se à sinalização do Comitê de Política Monetária deque o ciclo de aperto monetário deve ser breve. No caso dos bancos, considerou Medina, o aperto monetáriopermite algum ganho extra com títulos do governo atrelados àSelic, mas não é suficiente para conter o ritmo de expansão dasoperações de crédito. As ações preferenciais da Petrobras, as mais importantes doíndice, subiram 2 por cento, a 85,10 reais. Na coluna de perdas, estrelaram ações de empresassiderúrgicas e de companhias ligadas ao varejo doméstico. Os papéis preferenciais da fabricante de bebidas AmBevforam os piores do índice, com baixa de 3,4 por cento, a 127,51reais; seguidos pelos preferenciais da Usiminas, que recuaram3,2 por cento, a 108,95 reais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.