Após cortes de voos, aéreas decolam com aviões mais cheios

Taxa de ocupação nos voos domésticos atingiu 76,25% em novembro, a maior já registrada no período desde 2000

MARINA GAZZONI, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2012 | 02h07

As companhias aéreas nunca voaram com aeronaves tão cheias em um mês de novembro como este ano. A taxa de ocupação dos voos domésticos atingiu 76,25% no mês passado, ante 67% no mesmo período de 2011, segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A taxa de ocupação é a maior já registrada em um mês de novembro desde o início da série histórica, iniciada em 2000.

"O aumento da ocupação das aeronaves é um reflexo da redução de oferta de TAM e Gol", disse o consultor em aviação Nelson Riet. As líderes do setor aéreo cortaram voos menos rentáveis neste ano para encher os aviões e aumentar a rentabilidade da operação.

A oferta total de passagens aéreas à venda em voos dentro do Brasil caiu 5,68% em novembro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Anac. Os números já refletem a suspensão da operação da Webjet, anunciada em 23 de novembro pela Gol, controladora da empresa. A oferta da Webjet caiu 57% no mês passado.

Gol e TAM também reduziram sua oferta em novembro em 11,2% e 4,88%, respectivamente. No sentido contrário, a Avianca, Azul e Trip aumentaram sua oferta em 89%, 12% e 10,3%, respectivamente.

Demanda. Apesar da redução da oferta no mercado doméstico, a demanda cresceu 7,22% em novembro em relação ao ano anterior. Enquanto a Gol registrou queda na demanda (de 0,9%), refletindo o corte de voos, a TAM elevou suas vendas em 15%.

A TAM atribui o aumento das vendas às promoções que estimulam o passageiro a comprar passagens com antecedência para pagar menos. "O número de passageiros TAM que pagou menos de R$ 200 pelo bilhete cresceu. Em outubro de 2011, 32% pagaram menos que isso. Em outubro de 2012, foram 47%", disse a empresa, em comunicado.

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