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Após crítica de Fidel, Cuba reduz meta de produção de etanol

Por razões estratégicas, país suspende o plano de quintuplicar a produção, e agora pretende apenas duplicá-la

MARC FRANK, REUTERS

06 de agosto de 2008 | 17h58

Cuba suspendeu por razões estratégicas oplano de quintuplicar a produção de álcool de cana, e agorapretende apenas duplicar a produção, que atualmente é de 100milhões de litros, disse uma autoridade na quarta-feira. O anúncio ocorre depois de o ex-presidente Fidel Castrocriticar duramente a produção de biocombustíveis a partir dealimentos. Luis Gálvez, diretor do Instituto Cubano de Investigaçõesdos Derivados da Cana-de-Açúcar, disse que Cuba aumentará aprodução de derivados, mas nunca à custa da alimentação. "Estamos modernizando a indústria açucareira. Agora, emnenhum momento pretendemos competir com os alimentos", disseele em entrevista coletiva em Havana. Ele não citou a palavra etanol e disse que a redução demetas obedece a razões de mercado, disponibilidade de terras eestratégia. "Estamos produzindo neste momento em torno de 100 milhõesde litros de álcool, e com a modernização vamos duplicar essaprodução", disse ele na quarta-feira. Há dois anos, abrindo uma conferência sobre etanol emHavana, Gálvez havia anunciado um "acelerado programa" paraquintuplicar a produção de álcool. Mas isso foi antes que Fidel Castro, afastado do poderdesde julho de 2006, começasse a escrever artigos alertandopara o fato de que a produção de biocombustíveis a partir deprodutos alimentícios poderia condenar bilhões de pessoas àfome. Gálvez disse na quarta-feira que foram suspensos os planospara construir novas usinas, e que a intenção é modernizar assete existentes, das quais quatro começarão a operar neste ano. Fidel foi oficialmente substituído em fevereiro naPresidência por seu irmão Raúl, mas continua sendo muitoinfluente. A produção de açúcar sem refinar em Cuba foi de 1,5 milhãode toneladas na safra de 2007/08, contra 1,2 milhão no anoanterior. A produção de açúcar refinado passou de 100 mil para 200mil toneladas. (Reportagem adicional de Esteban Israel)

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