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Gabriela Biló/Estadão
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Após críticas, Paulo Guedes 'faz as pazes' com os bancos

Em outubro, ministro da Economia disse que Febraban tinha de escrever na testa: 'lobby bancário' que financia 'ministro gastador'

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2020 | 11h55

Depois de críticas à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o ministro da Economia, Paulo Guedes, "fez as pazes" com os bancos. A bandeira branca foi hasteada durante evento online, nesta quinta-feira, 19, promovido pelo Bradesco, conforme relatam dois investidores ao Estadão/Broadcast, na condição de anonimato, uma vez que o encontro era fechado à imprensa.

"Não sou contra os bancos. Os bancos tiveram resiliência ao longo do tempo", disse Guedes a uma plateia virtual de investidores americanos, europeus e asiáticos, afirmam as fontes.

O ministro reforçou, contudo, a necessidade de maior competição no sistema financeiro, como tem defendido. "Agora, o que defendemos é maior competição", disse.

A trégua ocorre após a relação do ministro com a Febraban ter sido afetada por conta da ideia da recriar a CPMF, o que é rechaçado pelas instituições financeiras, que veem um retrocesso nos planos da equipe econômica. Após críticas da entidade, que representa os bancos no Brasil, ele afirmou que a Febraban era um "cartório institucionalizado dos bancos".

"A Febraban faz lobby para enfraquecer ministro que está segurando a barra. É uma casa de lobby, e isso é justo, mas tem de estar escrito na testa: lobby bancário. A Febraban financia estudos que não têm nada a ver com operações bancárias, financia ministro gastador pra ver se fura teto e derruba o outro lado", disse Guedes, em audiência pública na Comissão Mista do Congresso Nacional para o acompanhamento de medidas contra a covid-19

Na ocasião, ele se referiu ao apoio da entidade a um estudo do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), da Organização das Nações Unidas (ONU), que foi oferecido ao ministro do Desenvolvimento, Rogério Marinho.

Durante o evento do Bradesco, o ministro da Economia voltou a defender a nova CPMF e apresentou sua tese sobre os benefícios de ter um imposto para compras digitais. Por outro lado, também mencionou a reforma tributária, mas disse que, como é normal em uma democracia, depende do Congresso para aprovar seu plano de equilíbrio fiscal.

"Tenho um plano de equilíbrio para as contas ficais, mas dependo da aprovação das casas. Somos uma democracia. O debate é natural", disse Guedes, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast

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