finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

Após decisão do Fed, Bovespa sobe e dólar amplia queda

Bolsa sobe 1,22%, recuperando a perda do dia anterior; moeda norte-americana é cotada a R$ 2,023

Reuters e Agência Estado,

17 de agosto de 2007 | 10h36

A decisão inesperada do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de injetar liquidez no mercado financeiro cortando a taxa de desconto em 50 pontos base, para 5,75% ao ano, traz alívio aos negócios no mundo inteiro nesta sexta-feira, 17. Às 11h08, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo subia 1,22%, após chegar à máxima de 3,28% cerca de 30 minutos antes.   Veja também: Em movimento surpresa, Fed reduz taxa de redesconto a 5,75% Crise já respinga na economia real Bolsa de Tóquio cai 11% em uma semana 'Por enquanto', Brasil está seguro diante da crise, diz Lula Brasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz Mantega Fechamento dos mercados nesta quinta-feira  Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi O sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA      Em Nova York, o índice Dow Jones subia 2,37%  às 10h38, aos 13.149 pontos. Já o índice da bolsa eletrônica Nasdaq avançava 2,85%, aos 2.520 pontos.  O dólar operava em forte queda nesta sexta-feira,  acompanhando a melhora dos mercados internacionais. Às 11h04, a moeda norte-americana caía 2,77% e era cotada a R$ 2,034,  na máxima do dia. O dólar chegou a alcançar novamente a barreira de R$ 2,00 nesta manhã, na mínima de R$ 2,005.   A mudança de humor no cenário externo, com forte alta nas bolsas de valores e queda expressiva do risco de países emergentes, interrompeu a saída de investidores estrangeiros no País e fazia o dólar recuperar terreno de rapidamente.   Crise   Embora esteja sendo bem recebida pelos investidores, a boa notícia não significa o fim das turbulências. "Ainda não é a saída da crise. Mas o cenário depois dessa notícia é melhor do que era antes", afirma o analista da Prosper Gestão de Recursos, Gustavo Barbeito.   A percepção é de que a volatilidade deve continuar no curto prazo, pois as incertezas em relação à extensão da crise e o risco de contágio na economia real não foram dissipados. A qualquer momento podem surgir novos esqueletos da turbulência no crédito. O mercado também segue atento aos resgates nos fundos de hedge. Mas a chance de o mercado voltar a piorar como ontem é considerada pequena. "A maior parte do caixa já foi feita. Quem estava mais apertado já vendeu o que tinha de vender", afirma Barbeito.   Com essa decisão, dizem analistas, o Fed mostra que só vai cortar o juro (Fed funds) em último caso.    

Tudo o que sabemos sobre:
Aversão ao riscoBovespadólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.