Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

Renda extra

Fabrizio Gueratto: 8 maneiras de ganhar até R$ 4 mil por mês

Após decisão do STF, André Esteves renuncia à presidência do BTG

Roberto Sallouti e Marcelo Kalim assumem como CEOs e Pérsio Arida ficará com a presidência do Conselho de Administração

Aline Bronzati , O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2015 | 23h04

Texto atualizado às 23h32

SÃO PAULO - Após o Supremo Tribunal Federal (STF) ter convertido a prisão de André Esteves, presidente do BTG Pactual, de temporária em preventiva, o executivo foi obrigado a renunciar ao cargo e também à presidência do conselho de administração do banco. Com isso, a gestão da instituição será compartilhada entre Roberto Sallouti e Marcelo Kalim, ambos diretores vice-presidentes seniores da instituição, que vão assumir como co-CEOs. As informações foram confirmadas pelo banco.

Já a presidência do Conselho de Administração do BTG ficará a cago de Pérsio Arida, sócio e fundador do banco, que desde a prisão de Esteves assumiu o comando interino do banco. Na vice-presidência do Conselho, será eleito John Huw Gwili Jenkins, sócio do BTG Pactual, com base no escritório de Londres.

Esteves foi preso na última quarta-feira, assim como o senador Delcídio Amaral (PT-MS). O BTG, conforme antecipou ontem o Broadcast, já trabalhava com a possibilidade da prorrogação da prisão temporária do banqueiro.

Prisão preventiva. O ministro Teori Zavascki, do STF, converteu a prisão temporária de Esteves em preventiva a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, não há mais data de vencimento para a detenção do executivo. Sem a decisão de Zavascki, Esteves poderia ser solto a partir desta segunda-feira, quando expirava o prazo de cinco dias da prisão temporária.

A mesma medida foi adotada também para o chefe de gabinete do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, o assessor Diogo Ferreira. No caso de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, as prisões já eram preventivas desde o início. 

Os quatro são suspeitos de tentar barrar as investigações sobre corrupção na Petrobrás e comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Em conversas gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, Delcídio tenta comprar o silêncio do ex-dirigente da estatal para evitar menções a seu nome ou ao banco BTG Pactual em eventual delação premiada. As tratativas eram feitas com o advogado Edson Ribeiro, com participação do assessor do parlamentar.

De acordo com Zavascki, em nota divulgada pelo STF, os depoimentos prestados desde a realização das prisões e o material coletado em buscas "permitiram o preenchimento dos requisitos para a decretação das prisões preventivas". Pela legislação penal, a prisão preventiva pode ser decretada para garantir a ordem pública, conveniência da investigação criminal ou assegurar a aplicação da lei, quando há prova da existência do crime e indícios sobre o autor do delito. 

A expectativa é que Delcídio, Esteves, Diogo Ferreira e Edson Ribeiro sejam denunciados pela Procuradoria-Geral da República no início desta semana por tentativa de dificultar as investigações. (Com Beatriz Bulla)

Tudo o que sabemos sobre:
STFAndré EstevesOperação Lava Jato

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.