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Após deflação em fevereiro, índice que corrige aluguéis sobe 0,43%

Para FGV, IGP-M de março mostra que chegou ao fim o ciclo de desaceleração dos últimos meses

FLAVIO LEONEL, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h04

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de março mostrou inflação de 0,43%, após ter registrado deflação de 0,06% em fevereiro. O coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, disse que a taxa de abril tende a apresentar comportamento parecido com o de março. Entre outros contratos, o IGP-M corrige os aluguéis.

"Em abril, não devemos voltar para a deflação. Como não estamos vendo mais focos de fortes quedas de preços, e já existem alguns produtos que dão sinais de recuperação, o IGP-M tende a ficar mais próximo de onde está", disse Quadros.

Em março, segundo ele, o destaque do IGP-M foi o comportamento dos preços do atacado, que saíram de queda de 0,26%, em fevereiro para alta de 0,42% em março, com maior pressão dos preços agropecuários, que subiram 0,97%, ante recuo de 0,28% em fevereiro.

Quadros destacou que os preços das commodities não estão ajudando a aliviar a inflação como anteriormente e, com isso, acha pouco provável que o indicador volte, no curto prazo, a mostrar deflação como a observada em fevereiro (-0,06%).

Depois de uma sequência de 14 meses, a desaceleração que vinha sendo apresentada pelo IGP-M no acumulado de 12 meses tende a caminhar para o fim, segundo Quadros. Ele destacou que a quantidade de sinais de estabilização na taxa está cada vez maior, apesar de não haver, em contrapartida, informações claras de que esse movimento possa ser definitivo, e muito menos de que a inflação vai acelerar nesse tipo de comparação.

Segundo Quadros, como os preços das commodities não estão ajudando a diminuir a inflação no atacado como antes e já existem sinais de recuperação de alguns preços de itens importantes no IGP-M, não haveria surpresa se a taxa de 12 meses ficasse estável já em abril.

"A nossa impressão é de que, se as taxas mensais voltarem a ficar mais próximas das observadas no ano passado, é possível que o processo de desaceleração em 12 meses chegue ao fim", comentou. "Seria a retomada de um cenário de estabilidade."

No ano. Mesmo com a taxa mensal apurada de 0,43% em março ante a queda de 0,06% de fevereiro, o resultado acumulado do IGP-M em 12 meses saiu da marca de 3,43% de fevereiro para um nível ainda menor, de 3,23%, o menor desde abril de 2010, quando acumulou 2,88%.

A desaceleração em março de 2012 é reflexo da saída do cálculo de 12 meses de uma alta taxa mensal de 0,62% em março de 2011.

Como o coordenador da FGV também avaliou que a taxa mensal de abril tende a ser parecida com a de 0,43% de março, o acumulado de 12 meses ficaria muito próximo de uma estabilidade.

Tudo porque, em abril de 2011, o IGP-M registrou alta de 0,45% e essa variação será substituída no cálculo pela de abril de 2012. "Espaço para novas deflações ou para mais desacelerações de inflação mais drásticas eu não estou vendo", afirmou.

"Estaríamos chegando ao fim de um ciclo (de desaceleração em 12 meses), mas não há sinais também de que vamos entrar num ciclo de aceleração."

O importante processo de desaceleração do IGP-M em 12 meses começou em fevereiro do ano passado, quando a taxa foi de 11,3% ante um porcentual de 11,5% observado até janeiro. Desde então, o resultado acumulado em 12 meses ficou menor em todas as divulgações seguintes, fechando dezembro do ano passado na marca de 5,1%.

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