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Após deflação, IGP-M tem alta de 0,34%

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu na segunda prévia de maio em 0,34%, após deflação de 0,50% no mesmo levantamento de abril. O dado, divulgado nesta segunda-feira pela Fundação Getúlio Vargas, mostrou que o principal responsável pelo aumento nos preços foram as vendas no atacado, que tiveram alta de 0,38%, ante deflação de 0,85% na mesma prévia do mês passado. Apesar da alta, a taxa ficou dentro das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado, que esperavam um resultado entre 0,25% a 0,55%, e acima da mediana das expectativas, que era de 0,30%. O IGP-M é composto por três indicadores: O Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do total, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem participação de 30%, e o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), com 10% do resultado total. Além da alta dos preços do atacado, o varejo também vendeu seus produtos a um preço maior: com alta de 0,18%, ante aumento de 0,13%. O custo da construção também aumentou, de 0,16% para 0,53%, na passagem entre as prévias de abril e de maio. Até a segunda prévia de maio, o IGP-M acumula elevação de 0,62%, mas registra queda de 0,36% em 12 meses.Combustíveis Os preços dos combustíveis e lubrificantes no atacado foram responsáveis pela aceleração do IPA. Mas a elevação nos preços do setor teria sido mais intensa, não fosse a queda no preço do álcool etílico hidratado (de 3% para -3,65%), no mesmo período. A afirmação é do coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. Isso porque produtos de peso no setor registraram aumentos de preços expressivos, no mesmo período, como óleos combustíveis, de -4,11% para 4,38%; e querosene para motores, de 2,52% para 6,12%. O comportamento dos preços desses dois produtos tem estreita ligação com o movimento de preços do petróleo no mercado internacional. Quadros explicou que o preço do álcool registra queda, no momento, devido à regularização da oferta do produto - que passou por uma seqüência de alta devido à problemas de demanda maior do que oferta no setor sucroalcooleiro. "Agora é o momento de safra de cana-de-açúcar", lembrou.Segundo o economista, o bom momento do preço do álcool influenciou o preço da gasolina, que caiu 0,29% na segunda prévia do IGP-M de maio, após subir 0,12% em igual prévia em abril. A gasolina conta com 20% de álcool em sua formação.

Agencia Estado,

22 de maio de 2006 | 09h34

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