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Após demissões, trabalhadores da Mercedes aprovam greve de 24 horas

Demissão de 260 empregados motiva a paralisação no ABC; funcionários da Volkswagen continuam em greve após desligamento de 800 trabalhadores

Igor Gadelha, Agência Estado

07 de janeiro de 2015 | 10h05

(Atualizado às 16h) - Trabalhadores da fábrica da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, aprovaram uma paralisação das atividades por 24 horas, em protesto contra a demissão de 260 trabalhadores - número confirmado pela empresa. A decisão foi tomada em assembleia realizada às 6h desta quarta-feira, 7. O número de desligamentos é maior que os 244 informados inicialmente pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


Em nota à imprensa, a montadora afirma que utilizou todas as "ferramentas legais e negociáveis de flexibilização" para preservar a sua força de trabalho. Segundo a Mercedes, foram adotados licença remunerada, férias coletivas e individuais, banco de horas individuais e coletivos, semanas com quatro dias de trabalho, redução para um turno, PDVs e lay-offs (suspensão temporária dos contratos de trabalho) e interrupção da produção em dezembro.

A empresa afirma que prorrogou o lay-off para cerca de 750 colaboradores de São Bernardo do Campo e de 170 da fábrica de Juiz de Fora (MG) até 30 de abril. "Dessa vez, com os custos totalmente assumidos pela empresa", diz. A montadora informa ainda que, apesar do cenário de queda da produção, mantém os investimentos de R$ 730 milhões anunciados para as duas fábricas entre 2015-2018, "para assegurar a competitividade da companhia". 

Trabalhadores da fábrica da Volkswagen da cidade também seguem em greve por tempo indeterminado, desde ontem, contra o desligamento de 800 funcionários. Outras fábricas seguem operando normalmente.

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC afirmou que os trabalhadores da Mercedes resolveram paralisar as atividades como um "aviso" para a diretoria da fábrica, com quem pretendem conversar ainda hoje sobre as demissões. Segundo a entidade, todos os funcionários da manhã voltaram para casa após a decisão. 

No caso da greve da fábrica da Volkswagen, o sindicato informou que, até o início da manhã desta quarta-feira, os trabalhadores em greve ainda não tinham conversado com a diretoria da fábrica. Desde sexta-feira, os 800 trabalhadores foram comunicados das demissões por meio de telegramas informando deveriam procurar o departamento pessoal ontem, quando retornariam ao trabalho após férias coletivas. A empresa alega ter um excedente de 2 mil trabalhadores, de um total de 13 mil, na unidade de São Bernardo do Campo.

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