Após desmentidos, Bolsonaro diz que aceitar seu desconhecimento em muitas áreas é sinal de humildade

Após desmentidos, Bolsonaro diz que aceitar seu desconhecimento em muitas áreas é sinal de humildade

O presidente participou nesta segunda-feira de evento de posse dos novos presidentes do BNDES, da Caixa e do Banco do Brasil

Fabrício de Castro, Eduardo Rodrigues, Julia Lindner e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2019 | 13h31

BRASÍLIA - Depois dos desencontros, na semana passada, sobre as principais medidas econômicas dentro do governo, o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 7, que a aceitação do seu desconhecimento em muitas áreas "é sinal de humildade".

"Tenho certeza, sem qualquer demérito, que conheço um pouco mais de política do que Guedes e ele conhece muito, mas muito mais de economia do que eu", disse Bolsonaro em evento de posse dos novos presidentes do Banco do Brasil, Rubem Novaes, BNDES, Joaquim Levy, e Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, no Palácio do Planalto. 

A declaração ocorre dias após Bolsonaro ter dado informações da área econômica que acabaram desmentidas por aliados sobre mudança na tabela do Imposto de Renda e no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Também houve ruído sobre a proposta da Reforma da Previdência. Diante do imbróglio causado pelas falas de Bolsonaro, Guedes evitou falar com a imprensa na semana passada e chegou a desmarcar compromisso.

Bolsonaro destacou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e os outros ministros "tiveram liberdade para escolher todo o seu primeiro escalão sem qualquer interferência política", citando também as indicações para as diretorias do BNDES, Banco do Brasil e da Caixa.

"Até pouco tempo, com minha experiência de 28 anos de parlamentar, o que mais se ouvia era saber qual partido ia ficar com essa ou aquela diretoria de banco. Sinal claro de que não poderíamos prosperar na economia", avaliou.

Bolsonaro brincou ao dizer que o evento, com certeza, era concorrido "porque são os homens do dinheiro que estão aqui". "Só que desta vez é dinheiro do bem", completou. Em referência a seu slogan, o presidente disse que haverá "transparência acima de tudo", incluindo informações da sua gestão e de seus antecessores.

"Todos os nossos gastos terão que ser abertos ao público, e o que ocorreu no passado também. Não podemos permitir qualquer cláusula de confidencialidade pretérita."

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