Após dez anos, novo comando na Natura

Mudança estaria relacionada à busca por agilidade

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h02

Depois de dez anos, a Natura trocou de presidente. Em agosto, a companhia anunciou a saída de Alessandro Carlucci e sua substituição por Roberto Lima (ex-Publicis e Vivo).

De acordo com fontes do mercado, a mudança estaria ligada à busca de uma maior agilidade administrativa. Nos últimos anos, segundo apurou o Estado, a companhia tem enfrentado dificuldades para tirar projetos do papel. Entre as dificuldades está o projeto de abertura de lojas físicas.

Em 2012, a companhia anunciou que abriria entre 20 e 30 pontos de venda. Até agora, nem a primeira unidade, cujo aluguel está sendo pago há mais de um ano, saiu do papel. "Eles querem discutir tudo", diz um consultor que já trabalhou com a empresa. "Uma reunião de briefing (em que é definida a intenção de uma propaganda), dentro da Natura, pode durar até 12 horas", diz o dono de uma agência de publicidade.

Para Cristina Nogueira, fundadora da consultoria especializada em cultura empresarial Walking the Talk, a companhia precisa se lembrar de que seu objetivo final é o lucro. "A empresa foi muito elogiada por projetos de sustentabilidade, mas a coisa acabou resvalando no excesso", diz Cristina.

Uma fonte de mercado lembra que a Natura está longe de ser uma empresa em dificuldades. Ainda é líder no mercado de produtos de beleza no País. No segundo trimestre, a empresa registrou lucro de R$ 175,8 milhões, queda de 26,8% sobre igual período de 2013.

A Natura informou que Lima já era do conselho e que os lucros se multiplicaram durante a gestão de Carlucci.

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