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Após disparada, IGP-M desacelera

Preços no atacado sobem menos e índice avança 1,05% em outubro; FGV projeta taxa inferior a 0,75% em novembro

Márcia De Chiara, O Estadao de S.Paulo

31 de outubro de 2007 | 00h00

Depois de quatro meses consecutivos de alta, a inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) perdeu fôlego este mês em razão do menor ritmo de alta dos preços no atacado. Em outubro, o indicador ficou em 1,05%, com recuo de 0,24 ponto porcentual em relação a setembro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV).Neste ano até outubro, o índice acumula alta de 5,16% e de 6,29% em 12 meses. A estimativa é de que o IGP-M encerre 2007 com variação de 5,5% a 6%, disse o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, que espera para novembro um índice inferior ao 0,75% registrado em 2006 e, para dezembro, algo em torno de 0,30%. Mesmo com a desaceleração neste mês e com as projeções melhores para o último bimestre, o IGP-M encerrará 2007 cerca de dois pontos porcentuais acima do resultado obtidos em 2006 (3,83%) e o dobro inicialmente previsto (4%) pelo economista.''''O IPA (Índice de Preços por Atacado) levou o IGP-M de outubro para baixo'''', observa Quadros. O IPA, que responde por 60% do indicador, aumentou 1,42% este mês, 0,41 ponto a menos que em setembro. Foram exatamente os preços dos alimentos no atacado que provocaram a disparada da inflação nos últimos meses. Agora eles estão fazendo o caminho de volta.Quadros observa que a freada da inflação no atacado veio das cotações das matérias-primas brutas, que subiram 3,89% este mês, 1,96 ponto porcentual abaixo do registrado em setembro. Esses produtos contribuíram com 0,44 ponto porcentual para a desaceleração do IGP-M.Os produtos agropecuários no atacado também subiram menos este mês, 4,57%, ante uma alta 5,57% em setembro. O preço do leite pasteurizado, por exemplo, caiu 6,91% em outubro, o arroz teve recuo de 2,47% e o açúcar caiu 6,89%. ''''O IPA como um todo está em desaceleração. Essa desaceleração teria sido maior se não tivesse ocorrido a elevação dos preços dos produtos in natura, como hortaliças e frutas'''', disse Quadros.De toda forma, os outros dois componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, e o Índice Nacional da Construção Civil, que pesa 10%, avançaram neste mês em relação a setembro.O IPC subiu 0,28% em outubro, com elevação de 0,07 ponto porcentual ante setembro. Dos sete grupos de preços pesquisados, houve elevação em quatro deles. O destaque ficou para os alimentos, que ficaram 0,64% mais caros no período, ante alta 0,11% em setembro. Quadros destaca a elevação dos alimentos in natura.O grupo vestuário quase que dobrou no período, de 0,76% em setembro para 1,45%, por causa da nova coleção. O consumidor gastou mais com saúde e cuidados pessoais, cujos preços ficaram 0,24 ponto mais altos, ante elevação de 0,16% no mês passado. A variação média dos preços dos transportes, que tinham recuado 0,37% em setembro, encerraram este mês com uma queda bem menor, de 0,17%. Quadros lembra que a elevação do preço do petróleo nas últimas semanas pode levar a um reajuste dos combustível no ano que vem.

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