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Após Dubai, NY cai e Bovespa oscila; dólar fica em R$ 1,75

Na Europa, bancos e mineradoras revertem quedas da abertura e bolsas do continente invertem o sinal

estadao.com.br,

27 de novembro de 2009 | 12h38

As principais bolsas de valores dos Estados Unidos abriram em queda nesta sexta-feira, 27, com o temor de um calote (default) no maior conglomerado de Dubai, nos Emirados Árabes. A preocupação do mercado é que um possível default possa desencadear perdas em outras praças financeiras. Às 12h30 (de Brasília), o índice Dow Jones cedia 2,11%, Nasdaq recuava 2,78% e S&P 500 caia 1,96%. Após abrir em queda, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passou a oscilar e às 13h40 (de Brasília) subia 0,45%, aos 66.689 pontos. No mesmo horário, o dólar se mantinha estável, cotado a R$ 1,75. A bolsa paulista encerrou o pregão em queda de 2,25% na quinta-feira.

 

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Na Europa, as ações recuperavam algum terreno perdido na quinta-feira, à medida em que os bancos da região divulgam suas exposições ao Dubai World. Bancos e mineradoras reverteram as quedas da abertura. O euro também reduzia as perdas no início da sessão em Nova York, depois que os bancos europeus indicaram que sua exposição à dívida do Dubai World não é tão grande quanto se temia inicialmente. Às 12h07 (de Brasília), Londres subia 0,04%, Frankfurt tinha alta de 0,19% e Paris ganhava 0,08%.

 

Dubai informou na quarta-feira que quer que credores da estatal Dubai World e sua subsidiária imobiliária Nakheel, esperem o pagamento de dívida, em um primeiro passo para uma reestruturação. A Dubai World, o conglomerado que liderou o crescimento acelerado do emirado, tinha cerca de US$ 59 bilhões em compromissos de dívida até agosto.

 

Em relatório, o JPMorgan se declarou "menos preocupado com os bancos globais sobre a exposição direta à dívida de US$ 59 bilhões do Dubai World - com US$ 4,3 bilhões vencendo em dezembro e mais US$ 4,9 bilhões devidos no primeiro trimestre de 2010 -, considerando-se que (há apenas) US$ 13 bilhões em créditos sindicalizados no setor bancário global, com base nos dados da Dealogic". Os bancos mais expostos são RBS, com US$ 230 milhões, Deutsche Bank e Credit Suisse com US$ 170 milhão, segundo o JPMorgan. 

 

Depois de tantos meses de rali, os investidores internacionais se questionam sobre o tamanho da correção a ser trazida pelo inesperado anúncio do emirado. As commodities passam por mais um dia de ajuste intenso. Também há comentários de que ainda faltam informações necessárias para uma análise mais precisa da notícia.

 

Ouro e cobre despencam

 

O ouro opera em forte queda nesta sexta, à medida que o dólar avança em relação ao euro e a outras moedas, em meio às preocupações com as potenciais consequências da paralisação no pagamento da dívida do conglomerado Dubai World. Outras commodities, como o cobre e o petróleo, também despencam, refletindo o sentimento de aversão ao risco dos investidores.

 

"O dólar ainda é o principal beneficiário quando o risco cai, não o ouro", disse o Commerzbank. Paul Donovan, do UBS, observou que o ouro reage em queda neste momento de turbulência, uma vez que os investidores não veem segurança em um ativo que tem experimentado forte especulação.

 

Quanto ao petróleo, os contratos futuros de  atingiram nesta manhã o menor nível em seis semanas em Londres, já que as preocupações com a recuperação econômica global voltaram à tona com a dívida de Dubai.Às 10h40 (de Brasília), o contrato de petróleo Brent para janeiro caía 2,17%, para US$ 75,32 o barril. Na mínima, foi a US$ 73,70. Na Nymex eletrônica, o contrato de petróleo bruto, também para janeiro, cedia 5,18%, para US$ 73,92 o barril. As informações são da Dow Jones.

 

Texto atualizado às 13h42

 

(com Regina Cardeal, Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado)

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