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Após eleições, Bovespa encerra com ganho de 1,67%; dólar cai

A Bolsa comemorou com alta de 1,67% a ida do candidato tucano Geraldo Alckmin para o segundo turno das eleições presidenciais, uma possibilidade que não vinha sendo precificada, dado que o mercado estava posicionado para uma vitória já no primeiro turno do presidente Lula. Já o dólar encerrou em queda pelo quinto dia consecutivo, fechando a R$ 2,158.Apesar da alta na bolsa, que trouxe o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, para os 37.057 pontos, os investidores prevêem muita volatilidade este mês, até o dia 29, quando ocorre o segundo turno. Nesta segunda, o Ibovespa oscilou entre a mínima estável e a máxima de +2,38%. O volume negociado ficou em R$ 2,35 bilhões.Na avaliação dos participantes do mercado, tanto Lula quanto Alckmin tendem a dar continuidade à atual política macroeconômica, mas admitem que uma possível vitória de Alckmin traz a esperança de crescimento maior da economia e de retomada do processo de privatização das empresas.Isso explica a expressiva valorização das ações relacionadas à infra-estrutura no pregão de hoje. Entre as maiores altas do Ibovespa ficaram a ação ordinária da CCR Rodovias, com alta de 6%; a ação preferencial da Votorantim Celulose e Papel, que avançou 4,86%; o papel ordinário e o preferencial classe B da Eletrobras, com ganhos de 4,79% e 4,78%, respectivamente; além da ação ordinária da Perdigão, que subiu 5,95%.DólarO dólar encerrou em queda pelo quinto dia consecutivo. No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou em baixa de 0,60%, cotado a R$ 2,158, após oscilar entre a mínima de R$ 2,156 e a máxima de R$ 2,17. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista registrou desvalorização de 0,53%, fechando a R$ 2,158. O dólar mostrou-se sem direção nos primeiros momentos da manhã, quando os negócios ainda se limitavam ao mercado futuro, dividido entre as diferentes análises proporcionadas pelo resultado da eleição de ontem que, surpreendentemente, empurrou a definição do próximo presidente brasileiro para o segundo turno.Com a abertura do mercado à vista e o ânimo mostrado pela Bolsa de Valores de São Paulo, a moeda norte-americana acabou definindo-se pela trajetória de queda, que sustentou e aprofundou no decorrer de toda a manhã. Sem fluxo que justifique a queda forte das cotações e com o mercado internacional apresentando comportamento morno, os operadores acabaram atribuindo o recuo a um ânimo dos investidores com a possibilidade, ainda que menos provável, de que Geraldo Alckmin venha a ganhar a corrida para a Presidência.Ainda assim, afirmam que essa empolgação estaria mais presente nos negócios da bolsa e acreditam que pelo menos parte da queda do dólar poderia vir de entradas de estrangeiros com direção ao mercado acionário, ou para o mercado futuro de dólar. Mas isso só poderá ser corroborado com números, na terça.Embora citem a empolgação com o resultado da eleição como principal fator para explicar a queda do dólar, os operadores ressaltam a incoerência disso em relação às posições assumidas pelos investidores nos dias que antecederam o pleito. E mostram-se céticos quanto à sustentação desse ânimo.

Agencia Estado,

02 de outubro de 2006 | 18h14

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