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Após falência, Avestruz Masters coloca à venda carne de avestruz

A carne de avestruz será colocada à venda na quarta-feira nas gôndolas de um supermercado com rede nacional dez meses após a quebra da empresa Avestruz Masters, cuja falência foi decretada no mês de julho pela 11ª Vara Cível de Goiânia. A informação foi dada nesta terça-feira por Sérgio Crispim, administrador judicial da Massa Falida ao revelar que, além da carne, as penas e o couro das aves também serão vendidos."Pela primeira vez a empresa Avestruz Masters vai comercializar o que produz e não papéis especulativos", disse Sérgio Crispim. Os papéis são as CPRs (Cédula do Produtor Rural) da Avestruz Masters, cuja promessa de ganho de até 11,5% ao mês com o "boi de asas" atraiu mais de 49 mil investidores ao negócio, montado por Jerson Maciel da Silva, ex-sócio majoritário."A comercialização de produtos traz esperança aos investidores uma vez que permitirá a eles, pelo menos, receberem uma parte do que perderam", disse. Quando do fechamento, a empresa tinha, em 40 fazendas sediadas em 22 municípios de Goiás, 38.978 aves e 17.486 ovos de avestruzes.Para dez associações de credores da Avestruz Masters, os procedimentos anunciados por Sérgio Crispim não passam de um sonho distante. Mesmo porque, explicou Magali Isuwa, presidente do Conselho Administrativo da empresa, "a falência, da maneira como foi decretada, não permitirá qualquer ganho ou recuperação de dinheiro pelo investidor", afirmou.Rastrear contasMagali comentou, também, que o patrimônio da Avestruz Masters começa a ser avaliado, nos próximos dias, para ser vendido. A arrecadação das alienações será aplicada no pagamento de ex-funcionários, depois os impostos devidos à União e os credores extraconcursais. Os investidores estão na sexta posição.Além da divergência entre a administração judicial e os credores, a quebra da Avestruz Masters atraiu a Receita Federal, que inicia, na próxima semana, um levantamento detalhado da contabilidade da empresa. Na verdade, disse nesta terça-feira uma fonte, a Receita está à cata de indícios de evasão de divisas e no rastreamento de todos os investimentos, no montante de R$ 1,730 bilhão, aplicado por pessoas físicas, profissionais liberais e empresas.A partir de um escritório, a ser instalado junto à Administração Judicial, a Receita Federal vai cruzar os dados e valores aplicados. E a principal suspeita recai sobre centenas de nomes que, apesar das profissões simples que declararam nas CPRs, apostaram milhões no negócio de avestruzes. Entre os investidores, além de garis, office-boys e balconistas tidos como "laranjas" de políticos e empresários, há juízes e policiais civis, e quase 10% de toda a corporação da Polícia Militar de Goiás.

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