Após fechamento de dois fundos, GWI convoca assembléia

Reunião de cotistas será realizada no dia 23 de outubro em São Paulo; fundos sofreram duras perdas com crise

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

09 Outubro 2008 | 16h50

A BNY Mellon, administradora dos fundos de ação GWI FIA e GWI Classic - fechados na quarta-feira por conta de perdas ocasionadas pelas crise financeira - convocou uma assembléia de cotistas no dia 23 de outubro para que seja decidido o futuro das carteiras. Nos fatos relevantes enviados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM, que regula o mercado de capitais do País), a gestora informa que os investidores deliberarão sobre a substituição da administradora, a possível manutenção do fechamento do Fundo para resgates, a possibilidade do pagamento de resgates em títulos ou valores mobiliários, a cisão ou ainda a sua liquidação.     Veja também: FMI age para garantir crédito a emergentes   Após socorro aos bancos, Lula deve ampliar apoio à agricultura Em meio à crise, Mantega e Meirelles adiam viagem aos EUA Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Ajuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economista Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Entenda a crise nos EUA    Durante anos, os fundos ocuparam lugares de destaque em rankings de rentabilidade. Mas a maré virou nos últimos meses, com a deterioração do cenário externo impondo duras perdas às ações brasileiras. Isso afetou os fundos do GWI, em particular o GWI FIA, que trabalhava com alta alavancagem - apostas feitas com dívidas.   Para a consultora de investimentos da BankRisk, Márcia Dessen, a medida de fechar o fundo foi a maneira mais democrática e transparente de lidar com o prejuízo. "Se o fundo fica aberto, quem pede resgate primeiro são os clientes mais bem informados e eles deixam a conta para o pequeno investidor pagar", disse. Segundo ela, essa é uma maneira de ninguém levar vantagem. "Assim, as perdas que o fundo teve serão divididas igualmente, na proporção de cotas que cada um tem", explica.   Márcia ressaltou, porém, que os dois fundos são destinados exclusivamente a investidores qualificados. "Esses fundos não eram vendidos no varejo e o investidor sabia onde estava entrando, só que aconteceu um cenário que ele não esperava", diz. Diante desse cenário, a economista recomenda que todos os cotistas participem da assembléia. "Aquele que deixar de comparecer está outorgando a terceiros decidir sobre um dinheiro que é dele", destacou.   (com Paula Laier e Mônica Ciarelli, de O Estado de S. Paulo)

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