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Após fim de contrato com JBS, Minuano fecha unidade no RS e demite 300 funcionários

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação, o frigorífico precisaria conseguir novos parceiros para dar continuidade às operações

Gabriela Lara, O Estado de S. Paulo

03 de maio de 2016 | 17h18

PORTO ALEGRE - O frigorífico Minuano oficializou nesta terça-feira a decisão de suspender as atividades operacionais da unidade localizada na cidade de Passo Fundo, no norte do Rio Grande do Sul. A medida ocorreu após o fim do contrato para abates de frango que a empresa mantinha desde 2014 com a JBS. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação do município, a interrupção das operações resultará na demissão de 300 funcionários. Outros 20 colaboradores dos setores de manutenção, recursos humanos e limpeza teriam sido mantidos.

Em nota, a Companhia Minuano de Alimentos, que atua no setor avícola há mais de 40 anos, não menciona as demissões. O texto afirma que "vários foram os motivos que ensejaram a abrupta suspensão das atividades" em Passo Fundo. A primeira razão citada é o encerramento de um contrato de prestação de serviços "junto a outra empresa do ramo".

Em comunicado enviado ao Broadcast Agro, a JBS confirmou que o contrato com a Minuano de Passo Fundo foi encerrado em 30 de abril. "A companhia vem investindo constantemente na ampliação da capacidade de suas plantas e remanejou o volume de produção deste prestador de serviço para outras unidades", diz o texto. No Rio Grande do Sul, a JBS tem estruturas de abate e industrialização nas cidades de Montenegro e Frederico Westphallen. Outros municípios abrigam unidades que realizam apenas uma dessas funções - abate ou industrialização. 

As atividades da matriz da Minuano, na cidade gaúcha de Lajeado, seguem inalteradas, assim como em outras filiais situadas em municípios próximos. Na nota distribuída à imprensa, a companhia afirmou que outros motivos contribuíram para a suspensão da operação em Passo Fundo, tais como a conjuntura econômica nacional e o peso do "custo Brasil". 

O frigorífico também cita as ações de órgãos fiscalizadores e jurisdicionais. Segundo a companhia, essas ações, na maior parte das vezes, "não levam em consideração as dificuldades diárias vivenciadas pelas empresas, seja com aplicação de multas, seja por manobras e entendimentos desproporcionais".

A Minuano encerra a nota esclarecendo que está "empenhando todos os seus esforços" no sentido de retomar as atividades em Passo Fundo o mais brevemente possível. Informa, ainda, que vai garantir todos os direitos trabalhistas de seus colaboradores.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Alimentação, o frigorífico precisaria conseguir novos parceiros para dar continuidade às operações de Passo Fundo. A entidade vai tentar reverter as demissões na Justiça.

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