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Após forte corte da Selic, bancos anunciam redução de taxas

Os grandes bancos de varejo fizeram fila para anunciar nesta quarta-feira redução nas principais taxas de financiamentos, logo depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) ter promovido um corte agressivo de 1,0 ponto percentual da Selic, para 12,75 por cento ao ano. O Bradesco saiu na frente, sendo seguido por Unibanco, Itaú, Banco do Brasil e Santander. No Bradesco, a taxa máxima cobrada do cheque especial para o varejo diminuiu de 8,64 para 4,56 por cento ao mês e a do crédito pessoal caiu de 5,99 para 5,91 por cento. Para empresas, a linha de capital de giro passa a operar com taxa máxima de 5,04 por cento, frente à anterior de 5,12 por cento. As novas taxas entram em vigor já na quinta-feira. O Unibanco implementou uma redução padrão de 0,08 ponto percentual sobre as taxas mensais, para pessoa física e jurídica. "Os novos valores têm validade a partir da próxima segunda-feira", disse o banco em nota. No Itaú, a oferta de juros menores também começa a vigorar na segunda-feira. Para pessoas físicas, a taxa para o crédito automático cairá de 7,09 para 7,01 por cento ao mês, enquanto a do cheque especial passará a ser de 8,95 por cento, ante os 8,87 por cento cobrados atualmente. Das empresas, o juro sobre empréstimos automáticos para capital de giro cai de 7,09 para 7,01 por cento ao mês, ao passo em que o do cheque especial cai de 8,95 para 8,87 por cento. "A redução da taxa básica de juros é muito bem-vinda para estimular o consumo e a atividade econômica, num quadro em que o risco de aceleração da inflação é muito baixo", afirmou, em nota, o presidente do Itaú, Roberto Setubal. No BB, pessoas físicas passarão a pagar taxa máxima do cheque especial de 7,91 por cento, em vez dos atuais 7,99 por cento. O crédito direcionado às empresas também teve redução nas linhas de capital de giro e cheque especial, valendo a partir da quinta-feira. No Santander, a taxa do crédito pessoal será reduzida de 6,69 para 6,36 por cento ao mês. "Nosso objetivo é que os clientes possam sentir, de fato, os efeitos das alterações feitas pelo governo", disse José Paiva Ferreira, vice-presidente sênior de varejo do Santander. Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou para os bancos a responsabilidade de contribuir para a redução dos juros, por meio de spreads bancários menores. (Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)

REUTERS

21 de janeiro de 2009 | 20h41

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