DARIO OLIVEIRA/CÓDIGO19-5
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Após fusão, BM&FBovespa e Cetip lançam B3 e integração poderá levar até 18 meses

Com valor de mercado em US$ 13 bilhões, nova companhia deverá alcançar a posição de quinta maior bolsa de valores do mundo

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2017 | 14h44

SÃO PAULO - Apoiada em todos os avais dos reguladores, BM&FBovespa e Cetip lançaram hoje a B3 - Brasil, Bolsa e Balcão -, novo nome da companhia que, com US$ 13 bilhões de valor de mercado, deverá alcançar a posição de quinta maior bolsa de valores do mundo. A integração das empresas, apesar do curto espaço de tempo, está em ritmo acelerado e deverá levar entre 12 a 18 meses.

Depois desse processo, a companhia se debruçará sobre novos produtos e na forma como ajudará os clientes a fazerem mais negócios, além de novas fontes de receitas, disse o diretor executivo de integração da B3 e futuro presidente da companhia, à partir de maio, Gilson Finkelsztain. Ele sucederá Edemir Pinto, que foi presidente da BM&FBovespa desde a fusão entre BM&F e Bovespa em 2008 e que até o fim de abril seguirá no comando da B3.

O vice-presidente do Conselho de Administração da B3, Antonio Quintella, disse que o colegiado, com o apoio de Edemir, viu em Finkelsztain as características necessárias para a condução da companhia e para os desafios que virão à frente. Finkelsztain foi presidente da Cetip nos últimos quatro anos, sendo que anteriormente foi conselheiro da companhia.

Além de todo o processo de integração das empresas, outras questões à frente tem relação com as obrigações assumidas pela nova companhia com os órgãos reguladores. Um dos acordos firmados será a abertura dos serviços de clearings e depositárias a terceiros interessados em ingressar no mercado brasileiro.

A B3, inclusive, já recebeu consultas de interessados em usar a estrutura de pós-negociação da companhia para operar o mercado de bolsa no Brasil, disse o diretor executivo de operações, clearing e depositária, Cícero Vieira. O executivo não deu detalhes, mas a ATS Brasil é uma interessada no Brasil e participou ativamente da análise do ato de concentração da fusão entre as empresas pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Para os executivos da companhia, além da força e tamanho da empresa, a operação trará sinergias e muitos benefícios ao mercado. O guidance de sinergias dado ao mercado pelos executivos é de R$ 100 milhões a partir do terceiro ano da fusão.

Entre os ganhos com a operação, os investidores terão menores dispêndios para a realização de operações na B3, empresa fruto da fusão entre a BM&FBovespa e Cetip, diante da maior eficiência da alocação de capital e alto padrão de gerenciamento de riscos do lado dos reguladores, disse o diretor presidente da B3, Edemir Pinto. "Teremos benefícios sem precedentes", disse o executivo.

Marca. Depois da mudança radical de nome, a companhia olhará agora para suas demais marcas. Os nomes de ligadas e coligadas, disse Edemir, serão alterados. Entre elas estão a BSM (BM&FBovespa Supervisão de Mercados) e o banco da BM&FBovespa. Outra mudança será a do ticker da companhia, hoje BVMF3. A ação da Cetip, com a integração, foi negociada ontem pela última vez. O índice Ibovespa, no entanto, passará incólume. Assim, o principal índice do mercado de ações brasileiro manterá o nome.

As companhias anunciaram o novo nome um ano depois do Conselho de Administração da Cetip ter aceitado a oferta da BM&FBovespa, o que ocorreu em abril do ano passado. Os acionistas de ambas as companhias aprovaram a operação em maio. Já o Cade levou nove meses para dar seu aval - e anunciar os remédios. A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a transação também na semana passada.

Edemir Pinto, que ficou à frente de todo o processo que culminou na fusão entre BM&Fovespa e Cetip, deixa a companhia no fim de abril e disse, sem dar detalhes, que irá trabalhar "na economia real", no setor de construção.

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