Seth Wenig/AP - 23/11/2020
Seth Wenig/AP - 23/11/2020

Mercados internacionais fecham em alta com chance de mais estímulos nos EUA

No Congresso americano, democratas aprovaram uma resolução orçamentária que permite a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão por uma maioria simples de votos

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de fevereiro de 2021 | 07h30
Atualizado 05 de fevereiro de 2021 | 18h45

Os principais índices do exterior fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 5, na esteira do rali dos mercados de Nova York, que voltaram a renovar máximas históricas. A fraca geração de empregos nos Estados Unidos chegou a segurar o ânimo dos investidores, mas a chance de mais estímulos fiscais para a economia americana, duramente afetada pelo coronavírus, ajudou a manter o otimismo.

O relatório de empregos dos EUA, conhecido como payroll, mostrou que a maior economia do planeta teve geração líquida de 49 mil empregos em janeiro, um pouco abaixo da mediana de 50 mil vagas apontada em pesquisa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast. Era esperada uma alta bem maior, já que dados também para o mês de janeiro, divulgados na quinta-feira, 4, apontaram para uma queda nos pedidos de auxílio-desemprego em solo americano.

Se o resultado do mercado de trabalho americano desanimou, por outro lado, a chance de mais estímulos voltou a animar, após o presidente Joe Biden ignorar os clamores da oposição e manter, no pacote, a proposta de oferecer mais US$ 1.400 a pessoas em situação de vulnerabilidade, como forma de atenuar os impactos econômicos da crise da covid-19

Ainda sobre o tema, no Congresso americano, os democratas colocaram em vigor uma resolução orçamentária que facilita a tramitação do pacote fiscal de de US$ 1,9 trilhão de Biden, permitindo a aprovação por maioria simples no Senado, onde o partido tem 51 dos 100 votos. A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, informou que Biden continuará as negociações com os parlamentares na próxima semana. 

Bolsas de Nova York

Em sintonia com o bom andamento do pacote de estímulos, Nova York fechou em alta nesta sexta. Depois  de terem registrado a pior semana desde outubro de 2020, os índices acionários americanos se recuperaram e renovaram recordes. O S&P 500 e o Nasdaq  tiveram o melhor desempenho semanal desde novembro do ano passado, com altas de 4,65% e 6,01% cada. Dow Jones fecha a semana com alta de 3,89%

No dia, Dow JonesS&P 500 e Nasdaq tiveram altas de 0,30%, 0,39% e 0,57% - os dois últimos bateram recordes de fechamento. As ações da Ford e da Gilead, que divulgaram o balanço do quarto trimestre de 2020 após o fechamento mercado ontem, subiram 1,23% e 4,00%, respectivamente. O papel da GameStop, que foi pivô dos movimentos especulativos da última semana de janeiro, avançou 19,20%, após a corretora Robinhood retirar as restrições para a compra fracionada das ações da empresa, mas caiu 80,38% na semana.

Bolsas da Ásia 

A Bolsa de Tóquio subiu 1,54%, impulsionada por ações de transportes e do setor imobiliário, enquanto a de Seul teve ganho de 1,07% e a de Hong Kong se valorizou 0,60%. Em Taiwan, o ganho foi de 0,61%. A China continental, no entanto, foi na contrmão, com as Bolsas de XangaiShenzhen caindo 0,16% e 0,88% cada.

Na Oceania, a Bolsa australiana seguiu a maioria das asiáticas e avançou 1,11% em Sydney

Bolsas da Europa 

As Bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta, a não ser por Londres e Frankfurt, que tiveram baixas de 0,22% e 0,03%, após a geração abaixo do esperado de vagas nos EUA. Já o índice pan-europeu Stoxx 600, que concentra as principais empresas do continente europeu, fechou estável.

No lado positivo, a Bolsa de Paris teve alta de 0,90%, apoiada na chance de mais estímulos. Milão, Madri e Lisboa tiveram ganhos de 0,80%, 1,13% e 1,06% cada. Todas as Bolsas terminaram a semana com ganhos.

Petróleo

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta, influenciados pela expectativa de uma nova rodada de estímulos fiscais nos EUA. O pregão de hoje coloca fim a uma semana marcada por ganhos no mercado de petróleo, após a Organização dos Países Exportadores de  Petróleo e aliados (Opep+) informar que o acordo de corte de produção está sendo totalmente cumprido pelos seus países-membros.

WTI para março fechou em alta de 1,10%, em US$ 56,85 o barril, com alta de 8,90% na comparação semanal. Já o Brent para abril avançou 0,85%, a US$ 55,04 o barril. Na comparação semanal, a alta foi de 7,81%./ MAIARA SANTIAGO, IANDER PORCELLA, ANDRÉ MARINHO E MATHEUS ANDRADE

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