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Stan Honda/AFP
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Após Harley-Davidson, GM afirma que operações nos EUA podem encolher com tarifas

Em comunicado, General Motors afirmou que aumento de tarifas de importação poderia reduzir presença da companhia nos Estados Unidos

Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2018 | 17h39

A General Motors emitiu um comunicado nesta sexta-feira, 29, no qual afirma que, caso o governo de Donald Trump siga adiante com tarifas sobre veículos e autopeças importados pelos Estados Unidos, as operações da companhia em solo americano poderiam encolher.

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O anúncio é feito dias após a Harley-Davidson, fabricante de motocicletas norte-americana, anunciar que deve realocar parte de sua produção para fora dos Estados Unidos, para evitar tarifas retaliatórias da União Europeia. O mercado europeu é um dos principais destinos da produção da Harley e, segundo estimativas da compahia, as tarifas encareceriam em US$ 2.200, em média, cada motocicleta.

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"Se as tarifas de importação sobre automóveis não forem adaptadas especificamente para promover os objetivos econômicos e de segurança nacional dos EUA, o aumento das tarifas de importação poderia levar a uma GM menor, uma presença reduzida no país e no exterior e menos empregos nos EUA", disse a companhia.

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Ainda no comunicado, a GM afirmou que apoia a modernização da política comercial americana, mas que deseja continuar competitiva globalmente e manter a liderança no desenvolvimento de novas tecnologias. "Sugerimos que o governo priorize o trabalho com nossos parceiros comerciais adjacentes para fortalecer a fabricação americana e avançar na implementação dos acordos modernizados do Nafta e do Korus", afirmou. Para a GM, a aplicação "exagerada e íngreme" de tarifas de importação sobre os parceiros comerciais dos EUA "pode isolar empresas americanas do mercado global".

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