Após início nervoso, Bernanke agrada mídia em coletiva

Primeiro, Ben Bernanke pareceu levemente ansioso e inseguro ao conceder entrevista coletiva a jornalistas, colocando um apoio em sua cadeira numa plataforma elevada sob os holofotes das câmeras de TV.

KRISTINA COOKE, REUTERS

27 de abril de 2011 | 21h23

Mas, conforme a primeira coletiva de imprensa após um encontro de política monetária do Federal Reserve prosseguia, o chairman do Fed ficou mais confortável.

No final, seu estilo sério e que frequentemente lembra o de um professor foi apreciado por investidores de Wall Street, que estiveram grudados às redes de televisão na sessão de perguntas e respostas realizada numa sala com pé direito baixo na sede do Fed, em Washington D.C.

"No momento em que ele respondeu às últimas questões, estava extremamente confortável, confiante e no pleno comando dos fatos", disse Mohamed El-Erian, um dos vice-presidentes de investimento da Pimco, maior gestora de fundos do mundo.

Em nenhum momento Bernanke pareceu tão tranquilo quanto seu colega do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, que concede entrevistas coletivas desde 2003. Trichet frequentemente brinca com os jornalistas e os chama pelo nome.

Bernanke se comportou de modo mais formal, confiando a seu porta-voz o convite para que os repórteres fizessem perguntas rápidas. Apenas dois jornalistas fizeram perguntas mais longas.

A coletiva de quase uma hora começou com um sumário de dez minutos do comunicado de política monetária do Fed e das projeções econômicas do banco central, ambos divulgados antes da fala de Bernanke.

O Federal Reserve manteve o juro básico dos Estados Unidos entre zero e 0,25 por cento nesta quarta-feira, sinalizando que não tem pressa para retirar os estímulos à economia. O Fed disse ainda que pretende completar o programa de compra de ativos de 600 bilhões de dólares em junho, como planejado.

(Reportagem adicional de Mark Felsenthal, David Gaffen, Carole Vaporean, Jennifer Ablan e Krista Hughes)

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