Após intervenção do Fed, bolsas fecham em alta na Ásia

Bolsas de Tóquio, Seul e Austrália encerram com saldo positivo, mas dólar continua se desvalorizando

Associated Press e Efe

19 de março de 2008 | 04h44

Após as ações de intervenção do Fed, o banco central norte-americano, com o sexto corte consecutivo na taxa de juros do país, as bolsas asiáticas encerraram o pregão desta quarta-feira, 19, em alta.  A Bolsa de Tóquio e Seul fecharam as negociações em altas de 2,47% e 2,11%, respectivamente. Na Austrália a tendência foi a mesma e o índice cresceu 4%.   Veja também:   Depois de corte de juros nos EUA, Bovespa fecha na máxima  Juro americano cai para 2,25% e Fed sinaliza novas reduções  Petróleo fecha perto de US$110 com corte de juro do Fed     O dólar, porém, continua em queda. O dólar foi negociado a 99, 16 ienes na última tarde, com queda de 99, 65 ienes no câmbio paralelo de Nova York. No entanto foi registrada uma pequena valorização, se comparada com a cotação de segunda-feira, de 96 ienes.   Em relação a outras moedas correntes, a norte-americana segue movimentos distintos. Em relação a rupia indiana passou de 40,21 para 40,442. Já no Japão o dólar caiu de 30,714 para 30,646.   O índice Nikkei da bolsa de Tóquio encerrou com uma alta de 2,47%, ou 296,28 pontos, e situou-se ao término das atividades nas 12.260,44 unidades.  Por sua vez, o Topix, que agrega todos os valores da primeira sessão, ganhou 32,67 pontos, ou 2.80%, e ficou em 1.196,30.   Em Seul, a Bolsa mostrou no fechamento elevação de 2,11% impulsionada pelos avanços de segunda-feira, 17, por parte do mercado nova-iorquino que mostrou o novo recorte dos tipos de interesse do Banco Central norte-americano, o Fed. O índice Kospi do mercado sul-coreano ganhou 33,48 pontos (2,11%) e finalizou nas 1.622,23 unidades, enquanto o indicador de valores tecnológicos Kosdaq aumentou 12,03 pontos (2%) para chegar aos 612,13 pontos.   Descontada a ligeira queda na telecomunicações e na alimentação, a subida foi generalizada e liderada pelas companhias do setor de eletrônicos e setor siderúrgico. Apesar da alta na Bolsa de Seul, o dólar não seguiu a mesma tendência e foi depreciado em 4,90 unidades no que diz respeito a dívida sul-coreana, o won, e terminou a sessão em 1.009,1 wones.     Corte no juro americano   O banco central dos Estados Unidos (Federal Reserve) reduziu nesta terça-feira o juro básico do País em 0,75 ponto porcentual, para 2,25 % ao ano. É o patamar mais baixo dos últimos três anos. O mercado financeiro esperava um corte maior, de 1 ponto porcentual, principalmente depois que o Fed reduziu a taxa de redesconto - juro para bancos em operações junto ao BC - no final de semana para ajudar as instituições que estão com problemas financeiros.   Em comunicado divulgado após a decisão, o Fed deixou claro que novos cortes virão. Isso porque as condições de crédito continuam difíceis, a economia está em desaceleração e a inflação deve ficar moderada ao longo dos próximos três meses, diz o texto.   Com o corte, o Fed dá mais um sinal de que usará todas as suas ferramentas para amenizar os efeitos da crise no setor bancário norte-americano. A instituição já tomou uma série de medidas radicais para tentar estabilizar o sistema financeiro: reduziu a distância entre a taxa de redesconto e a taxa dos fed funds - taxa overnight que os bancos cobram entre si em empréstimos -; financiou US$ 30 bilhões para o JPMorgan comprar o Bear Stearns; e montou um novo programa para fornecer dinheiro para uma ampla variedade de instituições financeiras grandes. O total da operação chega a US$ 200 bilhões.  

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