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Após isenção de IOF, juros fecham em alta e dólar à vista recua

Cenário:

MÁRCIO RODRIGUES, O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2013 | 02h09

Aredução para zero do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) cobrado de estrangeiros em operações de renda fixa influenciou ontem, direta ou indiretamente, os negócios em todos os mercados no Brasil. As oscilações das taxas dos contratos futuros de juros estiveram diretamente ligadas ao comportamento do dólar. Em reação à retirada do IOF da renda fixa, na noite de terça-feira, a moeda dos Estados Unidos e as taxas de juros abriram em queda. Depois, no entanto, com declarações da presidente Dilma Rousseff e o avanço do dólar no exterior, a divisa passou a subir em relação ao real, até atingir uma cotação máxima de R$ 2,15. Com isso, os juros apagaram as quedas e também registraram avanço. Foi quando o Banco Central atuou por meio de um leilão de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o que recolocou a moeda americana no campo negativo.

No fim do dia, entre idas e vindas, o dólar à vista negociado no mercado de balcão fechou em baixa de 0,28%, cotado a R$ 2,1310, enquanto as taxas dos contratos futuros de juros encerraram em alta. A taxa do contrato futuro de juros com vencimento em janeiro de 2014 ficou em 8,49%, ante 8,45% de terça-feira. Já a taxa do vencimento para janeiro de 2017 marcou 9,78%, ante 9,69% da sessão anterior. Hoje, o mercado de juros deve ter mais um dia agitado, já que o Banco Central divulga a ata de sua última reunião de política monetária, logo pela manhã. Em seu último encontro, o BC elevou a Selic (a taxa básica de juros da economia), para 8,00%.

Em meio aos movimentos no câmbio e na renda fixa, a Bovespa seguiu a piora verificada no exterior e teve mais um pregão de perdas, cedendo para o menor nível desde julho de 2012. O Ibovespa recuou 2,26%, aos 52.798,63 pontos, com forte queda dos papéis de Vale e Petrobrás. O papel ON da mineradora cedeu 3,37% e o PNA teve baixa de 3,73%, enquanto Petrobrás ON caiu 4,38% e Petrobrás PN recuou 3,24%. Na Bolsa, o mercado externo foi o principal responsável pelo comportamento do dia, mas profissionais disseram que a isenção de IOF também deu sua contribuição, na medida em que a renda fixa pode atrair mais a atenção dos estrangeiros.

Em Wall Street, os índices acionários recuaram em meio às incertezas sobre a normalização da política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e à aversão ao risco no Japão. O setor privado dos EUA também criou menos empregos do que o esperado em maio, o que pesou sobre os negócios. O índice Dow Jones recuou 1,43%, aos 14.960,59 pontos, o S&P 500 teve baixa de 1,38%, aos 1.608,90 pontos, e o Nasdaq cedeu 1,27%, aos 3.401,48 pontos.

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