Regis Duvignau/Reuters
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Após Justiça conceder liberdade sob fiança, Ghosn reafirma inocência

Justiça japonesa rejeitou tentativa de promotores de manter na prisão o ex-presidente da Nissan

Agências internacionais, Reuters

05 de março de 2019 | 15h21

O presidente demitido da Nissan, Carlos Ghosn, afirmou nesta terça-feira, 5,  que é inocente e que vai se empenhar em combater as acusações “sem mérito e infundadas” contra ele, de acordo com comunicado divulgado antes de sua esperada libertação da prisão, após pagamento de fiança.

“Estou extremamente grato à minha família e amigos que ficaram ao meu lado durante essa provação terrível”, disse Ghosn no comunicado. “Sou inocente e totalmente empenhado em me defendeer com vigor em um julgamento justo contra essas acusações sem mérito e infundadas.”

Liberdade. A Justiça japonesa rejeitou nesta terça-feira (5) a tentativa de promotores de manter na prisão o ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, ao determinar que o brasileiro pode ser liberado com o pagamento de uma fiança de 1 bilhão de ienes, valor equivalente a R$ 33,8 milhões.

Ele está preso em Tóquio desde 19 de novembro, acusado de fraude fiscal e uso de verbas da empresa para uso pessoal.

O Tribunal Distrital de Tóquio, que mais cedo concedeu a fiança a Ghosn, negou uma apelação dos promotores que buscavam mantê-lo preso até seu julgamento.

A decisão representa uma vitória para a nova equipe de defesa de Ghosn em seu terceiro pedido de fiança. Ele pode deixar o centro de detenção em Tóquio, onde esteve pelos últimos três meses, na quarta-feira. O tribunal aceitou as garantias dos advogados de defesa de que Ghosn se submeteria a uma vigilância intensa.

A soltura permitirá que Ghosn, idealizador parceria da Nissan com a francesa Renault, se reúna com seus advogados com mais frequência e prepare uma defesa antes do julgamento. Ele é acusado de fraude fiscal por ter informado valores inferiores aos dos salários de US$ 82 milhões recebidos da Nissan durante quase uma década.

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